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Cássio passa noite na UTI, mas esposa tranquiliza torcedores

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Da Redação

O goleiro Cássio, do Corinthians, passa bem. Ele passou a noite internado em observação na UTI do hospital São Luiz, localizado na região Morumbi, zona sul de São Paulo, após chocar a cabeça com o atacante Vinicius, do Goiás, no duelo vencido pelo time de Vagner Mancini por 2 a 1. O jogador foi submetido a dois exames de imagem e todos descartaram alterações significativas na região que sofreu o impacto.

Apesar de seu estado de saúde ser estável, ainda não há previsão de alta. “Nosso gigante, firme e forte na rocha”, escreveu a mulher de Cássio, Janara Sackl, em seu perfil do Instagram. “Está tudo bem. Ele já fez todos os exames (tomografia e ressonância da cabeça) e Deus já deu o livramento. Estive no hospital ontem, mas ele teve que ficar na UTI em observação.

Agradeço a preocupação e orações de todos vocês. Deus é conosco”, acrescentou. O choque de cabeça entre os jogadores foi feio. Cássio saiu do gol para cortar um cruzamento e levou uma trombada de Vinicius, do Goiás. O goleiro corintiano ficou caído no gramado e precisou de atendimento médico. De colar cervical e em uma maca, Cássio foi direcionado para a ambulância que fica à beira do campo. Nela, ele seguiu para o hospital. Depois da partida, Walter, que substituiu Cássio, já havia tranquilizado os torcedores. “Em nome de todo o elenco.

Está tudo bem com o Cássio, está se recuperando e daqui a pouco estará conosco de volta. Só para deixá-los mais tranquilos”, falou o goleiro reserva em vídeo divulgado pelo Corinthians.

Após vencer o Goiás, o Corinthians subiu para a nona colocação, com 36 pontos. A equipe alvinegre tem cinco a menos do que o sexto colocado, o rival Palmeiras. O G-6 ainda pode virar G-8, caso times que estão entre os seis primeiros colocados conquistem a Copa do Brasil e a Libertadores.

SUBSTITUIÇÕES POR CONCUSSÃO

A Fifa e a International Football Association Board (IFAB) implementarão um período de testes com substituições por concussão, a partir de janeiro de 2021. A ideia das entidades é amenizar consequentes problemas causados pelos choques de cabeça. Caso já estivesse em vigor, o goleiro Cássio seria obrigado a sair de campo, independente de seu estado físico. Em contrapartida, o Corinthians ganharia uma substituição extra.

A mudança vem depois de vários incidentes de alto impacto nas Copas do Mundo masculina e feminina, bem como de manchetes recentes questionando os atuais protocolos nas principais ligas. Em uma partida do Campeonato Inglês no mês passado, o zagueiro brasileiro David Luiz, do Arsenal, foi autorizado a permanecer em campo, mesmo com o sangue escorrendo por uma bandagem em sua testa, depois que ele bateu a cabeça contra a do atacante Raúl Jiménez. Com essa violenta colisão, Jiménez sofreu uma fratura no crânio.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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