Economia
Associação cadastra interessados em aderir ao Programa Nacional do Crédito Fundiário em MT
Economia
Da Redação.
A Associação Comunitária Mato-grossense da Agricultura Familiar (ACMAF) está cadastrando pessoas interessadas em se tornarem pequenos produtores rurais no Estado por meio do Programa Nacional do Crédito Fundiário – Terra Brasil
Edileuza Souza Santos, fundadora e presidente da associação, informa que a ACMAF é a parceira da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SEAF) na intermediação com propritários de fazendas e interessados em aderir ao Terra Brasil, observando que a entidade possui sede em Rosário Oeste e conta também com um escritório de representação em Cuiabá.
A presidente da ACMAF explica que o Programa Nacional de Crédito Fundiário – Terra Brasil foi criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento por meio da Portaria Nº 133, de 15 de outubro e 2020, cuja regulamentação deve sair nos próximos dias.
“Trata-se de um conjunto de ações e projetos de reordenação fundiária e de assentamento rural, complementares à reforma agrária, promovidos por meio do crédito fundiário que tem a finalidade de conceder aos trabalhadores rurais apoio à instalação de suas famílias e promover infraestrutura comunitária, com vistas à consolidação das unidades produtivas”, detalha.
Os beneficiários do Terra Brasil poderão acessar os diversos programas de apoio à reforma agrária, de fomento à agropecuária, à agroindústria e ao turismo.
Ainda segundo Edileuza Santos, o programa é gerido pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio do Departamento de Gestão do Crédito Fundiário, com a participação dos Estados e dos demais entes federativos.
Em Mato Grosso, todo o trabalho de captação e cadastramento das fazendas e de seus proprietários é feito pela ACMAF, bem como das pessoas interessadas em aderir ao programa. Até o momento há 15 fazendas com propostas cadastradas para venda por meio do Terra Brasil.
“A associação localiza a fazenda e o fazendeiro faz a proposta de venda para o crédito fundiário. Nós organizamos toda a documentação da propriedade, do proprietário e do associado e encaminhamos para análise da SEAF, que tem um prazo de seis meses para responder se a proposta foi ou não aprovada”, explica Edileuza Santos.
A SEAF vai avaliar os documentos da associação, dos beneficiários, da fazenda, do proprietário, dos projetos e das empresas que a associação contratar para serviços de topografia, georeferenciamento, poço artesiano, entre outros.
A ACMAF entra com todo o trabalho de orientação aos beneficiários, leva os interessados até o lote pretendido, vai disponibilizar assistência técnica, elaborar os projetos e acompanhar todo o processo de assentamento. Após três anos o beneficiário começa a pagar a terra para o banco. O financiamento será pago em 22 parcelas, cujos valores serão definidos com a regulamentação da Portaria 133.
De acordo o coordenador da Unidade Técnica Estadual (UTE) da Seaf, Marcos Roberto dos Santos e Silva, responsável pela condução do programa em Mato Grosso, além das condições de pagamento serem boas, o valor do imóvel foi praticado abaixo de mercado.
Como participar
Quem deseja pleitear a sua terra deve procurar o escritório da ACMAF localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, Nº 2.000, sala 109, Centro Empresarial Cuiabá, Bosque da saúde, onde receberá todas as informações sobre o Programa Terra Brasil. Também poderá entrar em contato por meio dos seguintes telefones: (65) 9665-5968, (65) 96221527 e (65) 9344-4537.
“É importante que os interessados em usufruir do programa confirmem com a ACMAF se quem está ofertando acesso ao financiamento realmente faz parte da diretoria da nossa associação”, orienta Edileuza, alertando para a existência de golpistas se apresentando como representantes da entidade.
Parceria com prefeituras
Outro trabalho que a ACMAF vem fazendo é a busca de parcerias junto aos municípios, a exemplo de Nobres, onde estão previstos três assentamentos pelo Programa Terra Brasil, e a prefeitura vai assinar um termo de adesão colaborativa para a garantia de escola, creche, estradas e pontes para ter acesso à terra.
Assessoria técnica
O Terra Brasil implementa medidas e linhas de créditos a possibilitar o desenvolvimento da agricultura familiar pelo pequeno produtor, bem implementadas a adoção de assistência técnica (ATER) aos produtores para assim contar com todo apoio ao desenvolvimento produtivo da sua propriedade.
Neste sentido, pontua Warlen Lemes da Silva , representante da empresa Agrosolo, parceria da ACMAF, foi disponibilizado tanto a possibilidade de utilização das instituições públicas de ATER, quanto das instituições privadas, sendo o custo dos serviços de assistência técnica passíveis de serem inseridos nas linhas de financiamentos disponibilizadas aos pequenos produtores e pretensos beneficiários.
“Por meio dessa parceria, a empresa disponibiliza toda sua infraestrutura profissional, técnica e material necessários para a prestação e desenvolvimento dos projetos produtivos e técnicos, treinamentos e apoio via assessoria aos pequenos produtores rurais, atuando em parceria e de forma direta junto aos agricultores, ajudando no desenvolvimento da agricultura familiar no Estado”, esclarece.
Fazendas cadastradas para assentamentos
– Vale Agroecológico Paraíso – Nobres
– Vale Agroecológico Copo – Nobres
– Vale Agroecológico Santa Maria – Barra Do Bugre
– Vale Agroecológico Sagrada Família – Várzea Grande
– Vale Agroecológico Sucuri 1. – Marilândia
– Vale Agroecológico Sucuri 2- – Marilândia
– Vale Agroecológico Barranco Alto Rosário Oeste
– Vale Agroecológico Vereda Alegre – Rosário Oeste
– Vale Das Onças – Barra do Garças
– Vale Bela Vista – Santo Antônio
– Vale Agroecológico Pacu Matrinxã – Planalto Da Serra
– Vale Agroecológico Vista Alegre – Nova Brasilândia
– Vale Agroecológico Piquizal – Várzea Grande
– Vale Agroecológico Lavadeira – Jangada
– Vale Agroecológico – Araçá (Olho D’ Água) – Santo Antônio
– Vale Agroecológico Saloba – Nova Brasilândia
– Vale Agroecológico Cachoeira – Alto Paraguai
– Vale Agroecológico Paulista – Nobres
Foto: assessoria
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar relações comerciais
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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