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Várzea Grande e caixa econômica buscam acelerar investimentos e novas ações

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BANCO OFICIAL VAI DAR CONSULTORIA E KNOW-HOW PARA QUE MUNICIPALIDADE POSSA FORMALIZAR PARCERIAS PÚBLICO PRIVADAS E DESTRAVAR INVESTIMENTOS EM ÁREAS ESSENCIAIS COMO COLETA DE LIXO, TRATAMENTO DE ESGOTO, ÁGUA E ASFALTO

Da Redação

 

A Prefeitura de Várzea Grande e a Caixa Econômica Federal – CEF, irão estreitar relacionamento institucional e de parcerias para viabilizar novos investimentos em obras e ações, bem como dar prosseguimento a contratos como das obras do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, que se encontram em execução para obras de abastecimento de água e de tratamento de esgoto, além da pavimentação de asfalto que representam mais de R$ 200 milhões sendo aplicados ou em processo de licitação.

A prefeita Lucimar Sacre de Campos reuniu dirigentes e técnicos da Caixa Econômica Federal e traçou ações de competência do município de Várzea Grande para a continuidade da execução dos programas em andamento, além de buscar a aceleração de novas ações como o pedido de empréstimo de R$ 150 milhões para pavimentação de várias ruas e avenidas de 30 bairros da cidade.

Este pedido de empréstimo já recebeu aval da Caixa Econômica Federal – CEF e aguarda que o Ministério das Cidades apresente carta-consulta ao Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS.

“Vamos manter o ritmo elevado de investimentos em obras e ações de interesse de Várzea Grande e de sua gente, sendo que para isto é importante o apoio estratégico como da Caixa Econômica Federal – CEF e seus quadros para podermos melhorar nosso desempenho e atender aos anseios da população”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos.

Além da questão do PAC e suas obras de água, esgoto e asfalto, a Prefeitura de Várzea Grande quer retomar ações como do programa de habitação Minha Casa, Minha Vida e parceria para obras e ações voltadas ao lazer como a implantação de outros parques municipais.

“Somente este mês, conseguimos junto a Caixa Econômica Federal – CEF a retomada das obras de dois residenciais com 500 casas cada um, o Colinas Douradas I e II e ainda pretendemos promover a retomada de outras obras residenciais paralisadas”, disse a prefeita de Várzea Grande.

Também foram discutidas possibilidades de suporte técnico para que a CEF ajude a encontrar uma solução para questões como da coleta seletiva de lixo.

Segundo a gerente-regional de Governo, Jacilda M. França, a parceria com o município de Várzea Grande tem se demonstrado frutífera para a população e para a cidade, mas também para a própria CEF.

“O papel da CEF é ajudar os municípios, mas com certeza Várzea Grande tem se destacado pelo cuidado com que trata os financiamentos de obras públicas que asseguram mais qualidade de vida para a população”, disse a gerente-regional.

Lucimar Sacre de Campos ressaltou como imprescindível a manutenção das obras relativas a água potável e esgoto tratado pois se tratam de políticas públicas essenciais e voltadas para a saúde da população.

Ao final da execução das obras a cidade saltará de 30% para 70% de saneamento básico e quase 100% de distribuição de água tratada garantido mais qualidade de vida à população de Várzea Grande. Os investimentos de aportes financeiros prosseguem até 2022 com recursos na ordem de R$ 500 milhões, valores que futuramente podem ser aumentados caso a execução das obras contratadas e os serviços sejam executados.

“Temos metas a serem cumpridas, pois as obras e ações do PAC decorrem da necessidade de se atingir um nível de satisfação popular, mas sem deixar de cumprir com o que está estabelecido nos contratos”, disse Sebastião Silva Júnior, supervisor da CEF para o PAC/Repasse que acompanha pari-passu dentro da administração municipal a execução do programa.

Na reunião, a equipe técnica da Caixa apresentou nova modalidade para estabelecer parcerias na execução de obras e serviços como, a Parceria Público-Privada (PPP).  Possibilidades disponíveis aos Poderes Públicos para oferta de infraestruturas econômicas e sociais à população.

Na oportunidade, os diretores também conheceram o projeto arquitetônico digital de revitalização da Avenida Alameda Júlio Muller, além do Centro de Iniciação Esportiva de Várzea Grande, na região do residencial Alice Gonçalves.

A prefeita Lucimar apresentou um diagnostico da cidade que se transformou em um canteiro de obras em todas as esferas do município. “Estas obras estão dando uma nova paisagem para o município, elevando nossos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), além da retomada do título de Cidade Industrial, pois são inúmeras empresas e indústrias que já firmaram suas instalações na cidade. Nossa meta é empregar até 2018 o Plano Sustentável de Mobilidade Urbana transformando Várzea Grande em uma referência nacional de infraestrutura e serviços públicos de qualidade”, sublinha.

O secretário de Assuntos Estratégicos, Jayme Campos disse que na cidade estão sendo executadas obras que melhoram o desempenho econômico e social de Várzea Grande, pois se transformam em instrumentos de lazer, de cultura, escolas, unidades de saúde, duplicação e recapeamento de vias, construção de unidade residenciais, etc.

“Mais dois projetos ousados e sofisticados começam a ser implementados que é a revitalização da Alameda Júlio Muller – que se tornará em um complexo de lazer na orla do Rio Cuiabá, com a criação de um Centro Cultural moderno e espaços de lazer, sendo que a revitalização compreenderá a extensão da Ponte Júlio Muller à Ponte Sérgio Motta na aplicabilidade de mecanismos de preservação ambiental e no combate ao assoreamento da margem do Rio Cuiabá”, frisou Jayme Campos.

O projeto integra lazer e um meio ambiente ecologicamente correto e saudável, além de assegurar qualidade de vida e respeito ao Rio Cuiabá.

O segundo projeto neste segmento é a construção do Centro de Iniciação Esportiva de Várzea Grande, na região do residencial Alice Gonçalves que somadas as obras de reconstrução do Ginásio do Fiotão, vão potencializar ainda mais os esportes como forma de integração, socialização e qualidade de vida. Várzea Grande caminha a passos largos na retomada da condição de cidade melhor de se viver”, pontua.  

O gerente executivo de Governo da Caixa Econômica, Ubiratan Alves de Freitas, falou que a Caixa tem 12 operações com município em execução de obras do PAC, habitação e relacionamento. “A potencialidade econômica do Município é excepcional, os projetos desenvolvidos e apresentados para os próximos meses e anos mostram as viabilidades que a administração tem para conduzir esse tipo de parceria. A Caixa é um grande parceiro de Várzea Grande e essa relação só irá trazer benefícios à nossa comunidade”, destacou o gerente executivo. A equipe da Caixa demonstrou interesse em dar continuidade às parcerias, e reiterou que a Parceria Público-Privada (PPP) traz dinamismo e modernização nas obras municipais e também da celeridade e qualidade na execução dos serviços contratados.

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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