Mato Grosso
Disputas pela AMM e Mesas Diretoras movimentam o cenário da política no Estado
Mato Grosso
Da Redação.
O cenário da política munda com a mesma intensidade que as eleições vão sendo realizadas, como foram nas últimas disputas para os cargos de vereadores e prefeitos, porém, engana-se quem acha que os embates políticos acabaram, ainda tem as eleições da mesa diretora e a presidência da Associação Mato-grossense dos municípios.
Nas duas maiores cidade de Mato Grosso, o caminho da disputa pelo comando da Mesa Diretora, Cuiabá e Várzea Grande, seguem rumos opostos, porém com supostas definições que atendem as necessidades da maioria, como do chefe do poder executivo, dos demais vereadores, como também da população.
Em Cuiabá, para oxigenar as condutas e melhorar a imagem da Casa de Leis, é previsto que novo comandante (Presidente) seja um novato, como é o caso do vereador eleito Demilson Nogueira (PP).
Já em Várzea Grande, para proporcionar a continuidade dos trabalhos realizados, o nome do vereador reeleito e presidente da Câmara Municipal, Fábio Tardin (DEM) está sendo cotado com comandar a Casa de Leis, da “Cidade Industrial”, no próximo período.
Além das eleições das Mesas das Diretoras, que vão escolher os próximos presidentes das Câmaras Municipais, ainda será realizada nos próximos dias, a eleição da presidência da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), que é de extrema importância para os prefeitos eleitos, juntamente com a Assembleia Legislativa e Governo do Estado.
De acordo com informações de bastidores, Neurilan Fraga, que já é presidente da AMM, continua na briga, com apoio do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, está concorrendo a reeleição, contra o Mauro Rosa da Silva (PSD), prefeito de Água Boa, apadrinhado pelo deputado estadual Nininho, e as principais lideranças do agronegócio de Mato Grosso.
A disputa pela presidência da AMM é de estrema importância, já que é de lá, que em muitos casos, saem as tomadas de decisões, que apresentam diretrizes coordenadas pelos prefeitos dos 141 municípios do estado.
Pelo que tudo indica, será mais uma disputa acirrada, já que Neurilan está no seu segundo mandato, pleiteando o terceiro, os caminhos da conquista ele conhece, porém com atitudes previsíveis, o que poderá ser surpreendido com novas estratégias.
Foto: Assessoria.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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