Mato Grosso

Disputas pela AMM e Mesas Diretoras movimentam o cenário da política no Estado

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação.

O cenário da política munda com a mesma intensidade que as eleições vão sendo realizadas, como foram nas últimas disputas para os cargos de vereadores e prefeitos, porém, engana-se quem acha que os embates políticos acabaram, ainda tem as eleições da mesa diretora e a presidência da Associação Mato-grossense dos municípios.

Nas duas maiores cidade de Mato Grosso, o caminho da disputa pelo comando da Mesa Diretora, Cuiabá e Várzea Grande, seguem rumos opostos, porém com supostas definições que atendem as necessidades da maioria, como do chefe do poder executivo, dos demais vereadores, como também da população.

Em Cuiabá, para oxigenar as condutas e melhorar a imagem da Casa de Leis, é previsto que novo comandante (Presidente) seja um novato, como é o caso do vereador eleito Demilson Nogueira (PP).

Já em Várzea Grande, para proporcionar a continuidade dos trabalhos realizados, o nome do vereador reeleito e presidente da Câmara Municipal, Fábio Tardin (DEM) está sendo cotado com comandar a Casa de Leis, da “Cidade Industrial”, no próximo período.

Além das eleições das Mesas das Diretoras, que vão escolher os próximos presidentes das Câmaras Municipais, ainda será realizada nos próximos dias, a eleição da presidência da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), que é de extrema importância para os prefeitos eleitos, juntamente com a Assembleia Legislativa e Governo do Estado.

De acordo com informações de bastidores, Neurilan Fraga, que já é presidente da AMM, continua na briga, com apoio do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, está concorrendo a reeleição, contra o Mauro Rosa da Silva (PSD), prefeito de Água Boa, apadrinhado pelo deputado estadual Nininho, e as principais lideranças do agronegócio de Mato Grosso.

A disputa pela presidência da AMM é de estrema importância, já que é de lá, que em muitos casos, saem as tomadas de decisões, que apresentam diretrizes coordenadas pelos prefeitos dos 141 municípios do estado.

Pelo que tudo indica, será mais uma disputa acirrada, já que Neurilan está no seu segundo mandato, pleiteando o terceiro, os caminhos da conquista ele conhece, porém com atitudes previsíveis, o que poderá ser surpreendido com novas estratégias.

Foto: Assessoria.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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