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Dólar cai para menor valor em quatro meses com euforia externa

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Da Redação

Em um dia marcado pela euforia no mercado externo, o dólar fechou na menor cotação em quatro meses. A bolsa subiu mais de 2% e chegou ao nível mais alto desde o fim de fevereiro.

O dólar comercial fechou na segunda-feira (1º) vendido a R$ 5,228, com recuo de R$ 0,118 (-2,21%). A divisa está no menor valor desde 31 de julho, quando tinha fechado em R$ 5,218.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pelo otimismo. O índice Ibovespa, da B3, fechou esta segunda aos 111.216 pontos, com alta de 2,13%.

Depois da realização de lucros ontem (30), quando investidores vendem ações para embolsarem ganhos recentes, o Ibovespa voltou a subir e está no melhor nível de fechamento desde 21 de fevereiro, quando tinha fechado em torno dos 113 mil pontos.

Em relação ao ambiente internacional, o mercado está otimista com a expectativa de que a administração de Joe Biden injete dinheiro na economia norte-americana, o que estimula a migração de capitais para países emergentes, como o Brasil.

Ao apresentar a equipe econômica, Biden pediu ao Congresso que aprove um pacote de US$ 908 bilhões em estímulos para enfrentar a crise decorrente do coronavírus. O pacote anterior venceu em julho, e a renovação ficou paralisada por causa das eleições norte-americanas.

No Brasil, o anúncio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de que pretende pôr em pauta no próximo dia 16 a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 também trouxe alívio aos investidores. A votação indicará um rumo para as negociações do orçamento do próximo ano.

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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