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Aumento na produção após início das chuvas derruba preços de frutas, verduras e legumes na Capital

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Da Redação

Os preços de legumes, verduras e frutas estão em queda nos mercados atacadistas de Cuiabá e Várzea Grande. Pelo menos 22 produtos tiveram redução, entre eles tomate, berinjela, jiló, chuchu e pimenta de cheiro. Por outro lado, o preço da mandioca continua em alta.

De acordo com a Secretaria de Agricultura Familiar do estado (SEAF-MT), esses alimentos tiveram os valores reduzidos entre 40% a 80% em uma semana devido ao aumento na oferta.

Com a chegada das chuvas, a produção melhorou. No caso da pimenta de cheiro, ela estraga rapidamente depois de ser colhido e por isso os produtores abaixam os preços para vender mais.

Enquanto isso, a mandioca teve um aumento de 25% na última semana. A falta do produto nas feiras e mercados se deve à produção menor neste ano.

A técnica em Desenvolvimento Econômico e Social da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf-MT), Doraci Siqueira, explica que, com a seca prolongada, houve menos oferta do produto.

“O preço dela estava muito baixo e com isso desestimulou os produtores a plantarem esse produto. Também a seca que foi muito prolongada este ano e com isso teve menos oferta do produto e consequentemente o preço aumentou”, afirma.

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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