Mato Grosso
Com virada “épica”, Emanuel Pinheiro é reeleito marcando a história política de Cuiabá
Mato Grosso
Da redação.
Nem mesmo os maiores dos analistas políticos poderiam descrever a trajetória da virada histórica na disputa eleitoral da Capital, quando desde o primeiro turno, já se descrevia a junção de um bloco contra Emanuel Pinheiro.
Ficou nítida a elaboração do bloco de adversários de Emanuel, desde o primeiro debate, quando ele foi, e os adversários preferiram utilizar do tempo disponível para fazer ataques, e minimizar as apresentações de projetos e propostas.
Com um formado diferente dos seus adversários, demonstrando os trabalhos já prestados em Cuiabá, Emanuel seguiu sua campanha, conseguindo passar para o segundo turno eleitoral, quando uma das maiores surpresas nesta disputa surgiu, o então vereador Abílio Júnior, um dos principais opositores de Emanuel estaria disputando cabeça com cabeça o comando da Prefeitura de Cuiabá.
A formação do grupo do vereador Abílio Júnior foi criando cada vez mais corpo, com uma disputa que já estava sendo considerada uma “onda”, principalmente quando os adversários derrotados no primeiro turno, começaram a declarar publicamente apoio ao candidato Abílio.
O cenário já estava sendo desenhado, a maioria das pesquisas já mostravam uma diferença grande, quando o grupo de Abílio estaria mostrando o caminho da derrota para Emanuel, até que mais uma vez, assim como veio fazendo ao longo do seu mandato, as ações exageradas do então vereador Abílio colocou em “cheque” o seu equilíbrio para exercer um cargo de tal importância para o estado de Mato Grosso, como é o do prefeito da Capital.
Faltando pouco dias para a eleições, os flagrantes publicados pelo próprio Abílio, em suas redes sociais, faltando com respeito a empresários, aos profissionais da comunicação, com supostas declarações de mudanças na estrutura organizacional do sistema público municipal, que poderia levar a demissão de milhares de servidores que dependem deste trabalho para sustentar suas famílias, mostraram o caminho da virada para a equipe de Emanuel.
Com um verdadeiro “mix” de ações que atingiram os resultados adversos, a popularidade de Abílio começou a despencar em ritmo frenético, mesmo com a sua equipe tentando de última hora, no último debate da televisão, mostrar uma pessoa ponderada, de fala compassadas, com um tom moderado, sem expressões e atitudes agressivas, não conseguiram apagar as últimas imagens de caracterizaram atos arrogantes, prepotentes, menosprezando e subestimando o seu adversário.
Com tudo isso, o cenário teria mudado, os dados já apontava o crescimento Emanuel e o declínio de Abílio, deixando aquela eleição considerada já ganha, para uma disputa de última hora, assim, no final da tarde, último dia 29.11.2020, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso confirmou a virada histórica, consagrando Emanuel Pinheiro prefeito reeleito de Cuiabá.

Foto: Assessoria.
Esta eleição proporcionou ao prefeito Emanuel Pinheiro fazer história na política, quebrando paradigmas, já de acordo com dados levantados, é a primeira vez que o candidato que vence no primeiro turno, não vence no segundo.
Assim, a coligação “A mudança merece continuar” mostrou sapiência até os últimos instantes, conseguindo a virada “épica” encima da coligação “Cuiabá para todos”, reelegendo Emanuel Pinheiro para comandar a Capital por mais dois ou quatro anos.
Foto: Assessoria.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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