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Hamilton vence GP da Itália com tranquilidade e assume liderança da temporada

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Piloto da Mercedes lidera durante toda a prova e fica três pontos à frente de Sebastian Vettel, que terminou em terceiro

Da Redação

 

O britânico Lewis Hamilton coroou neste domingo o seu final de semana perfeito na Fórmula 1. Na terra da Ferrari, o piloto da Mercedes ignorou o fanatismo da torcida local, venceu o GP da Itália com extrema tranquilidade e tirou do alemão Sebastian Vettel a liderança da classificação geral na temporada.

O impecável final de semana de Hamilton já havia contado no sábado com um feito histórico, quando fez a sua 69ª pole e quebrou o recorde de Michael Schumacher. E, neste domingo, em prova disputada no tradicional circuito de Monza, ele manteve o domínio e venceu sem ser ameaçado, deixando seu parceiro finlandês Valtteri Bottas na segunda colocação.

Embora tenha perdido a liderança, Vettel fez o que era possível depois de largar apenas em sexto: garantiu-se no pódio ao chegar em terceiro, mas sem jamais ter ameaçado as Mercedes.

Outro piloto que fez uma excelente corrida foi o australiano Daniel Ricciardo, quarto após sair apenas em 18º. Kimi Raikkonen veio na sequência, seguido por Esteban Ocon e Lance Stroll. E o brasileiro Felipe Massa, depois de fazer uma prova regular, terminou em oitavo.

Com os resultados deste domingo, Hamilton assumiu a liderança com 238 pontos, apenas três na frente de Vettel. Bottas é o terceiro com 197 e Ricciardo vem em quarto, com 144. Já Felipe Massa aparece apenas em 11º, com 31 pontos.

Com o tempo ensolarado e a pista seca, após a chuva interromper por mais de duas horas o treino de sábado, Hamilton evitou qualquer problema na largada, manteve a ponta e começou a abrir vantagem já na primeira volta. O canadense Lance Stroll, grande surpresa do treino de classificação, perdeu a segunda posição para o francês Esteban Ocon, enquanto Bottas duelou com Kimi Raikkonen e assegurou a quarta colocação.

Vettel, que precisava de uma boa largada após o fraco treino de classificação, decepcionou e permaneceu em sexto, seguido por Massa. Apenas o 15º no grid após ser punido e perder posições, Max Verstappen fez um excelente início e saltou para oitavo, mas se chocou com o brasileiro e teve um pneu furado.

Ainda no início, Stroll e Ocon caíram de rendimento e perderam espaço entre os primeiros colocados. Vettel se aproveitou: ganhou as posições da dupla, ultrapassou seu parceiro Raikkonen e já era o terceiro na oitava volta, atrás apenas de Hamilton e Bottas. Estava, contudo, sem o mesmo ritmo e viu os pilotos da Mercedes abrirem grande vantagem.

A corrida, então, entrou em um ritmo “morno”, sem ultrapassagem entre os primeiros colocados. Na frente, com tranquilidade, Hamilton abria distância sobre os pilotos das demais equipes, sempre seguido por Bottas. E Vettel, sem ritmo para alcançá-los, também não tinha a terceira posição ameaçada. Fez, assim, uma corrida quase isolada até o final da prova.

Nem mesmo as paradas no box mudaram o panorama. A única alteração foi a boa subida de Daniel Ricciardo. Depois de também ser punido e largar em 18º, o piloto da Red Bull acertou na estratégia, pulou para as primeiras posições e ganhou na pista o posto de Raikkonen.

Hamilton, assim, não sofreu qualquer ameaça até o fim, ganhou com tranquilidade e assumiu a liderança do campeonato. E, na última volta, Massa ainda tentou ganhar a sétima colocação, mas Stroll se defendeu bem e manteve seu parceiro em oitavo. A 14ª etapa da Fórmula 1 será disputada em 17 de setembro, em Cingapura.

 

Confira a classificação final do GP da Itália de Fórmula 1:

1.º – Lewis Hamilton (ING/Mercedes), 1h15min32s312

2.º – Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a 4s471

3.º – Sebastian Vettel (ALE/Ferrari), a 36s317

4.º – Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull), a 40s335

5.º – Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), a 60s082

6.º – Esteban Ocon (FRA/Force India), a 71s528

7.º – Lance Stroll (CAN/Williams), a 74s156

8.º – Felipe Massa (BRA/Williams), a 74s834

9.º – Sergio Pérez (MEX/Force India), a 75s276

10.º – Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 1 volta

11.º – Kevin Magnussen (DIN/Haas), a 1 volta

12.º – Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso), a 1 volta

13.º – Nico Hulkenberg (ALE/Renault), a 1 volta

14.º – Carlos Sainz Jr (ESP/Toro Rosso), a 1 volta

15.º – Romain Grosjean (FRA/Haas), a 1 volta

16.º – Pascal Wehrlein (ALE/Sauber), a 2 voltas

 

Não completaram a prova:

Fernando Alonso (ESP/McLaren)

Marcus Ericsson (SUE/Sauber)

Stoffel Vandoorne (BEL/McLaren)

Jolyon Palmer (ING/Renault)

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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