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Após derrota no 1º jogo, Cuiabá encara Grêmio em busca de vaga nas semifinais

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Da Redação

Cuiabá volta a enfrentar o Grêmio nesta quarta-feira (18), às 15h30, na Arena do Grêmio, pelo segundo jogo das quartas de final da Copa do Brasil, o Dourado busca a vaga inédita para a próxima fase, enquanto o

Imortal é o segundo maior campeão, com 5 taças, uma atrás do Cruzeiro que tem 6. O Grêmio tenta confirmar o favoritismo indo para a 15ª semifinal consecutiva. 

O Cuiabá vem de uma péssima sequência de jogos, com dois empates e duas derrotas. Na última partida do Campeonato Brasileiro da Série B, o time empatou sem gols com o América MG.

Comandado por Renato Portaluppi, o Grêmio recebe o Dourado em casa embalado. Invicto há 10 jogos e com 7 vitórias consecutivas, sendo 3 triunfos pela Copa do Brasil e 4 pelo Campeonato Brasileiro. No

último confronto, o time gaúcho recebeu o Ceará e venceu bem a equipe nordestina pelo placar de 4 a 2.

Outra novidade da partida é a estreia do novo técnico do Cuiabá, Allan Aal, ex-treinador do Paraná Clube. Isso porque, Marcelo Chamusca deixou o clube há uma semana ao aceitar a proposta de comandar o

Fortaleza.

Para se classificar no tempo regulamentar, o Cuiabá precisará de uma vitória por dois gols de diferença. Caso vença por um gol, levará a decisão para os pênaltis. Já o Grêmio, precisa apenas de um empate para

avançar para a próxima fase.

O Dourado chegou em Porto Alegre na última segunda-feira (16), mas só foi realizar treinos na tarde de terça-feira (17), onde encerrou sua preparação para o jogo de logo mais. Quem passar deste confronto,

enfrentará o vencedor de São Paulo x Flamengo.

Desfalques

Cuiabá – Everton Sena, Luiz Gustavo, Felipe Ferreira, Felipe Marques, Jenison, Elton e Marcinho.

Grêmio – Kannemann e Orejuela (a serviço de suas seleções); Alisson, Maicon, Paulo Miranda e Leonardo (em recuperação de lesões); e Robinho e Luiz Fernando (já atuaram na Copa do Brasil por outros times).

Prováveis escalações

Cuiabá: João Carlos; Rayner, Eduardo Kunde, Anderson Conceição e Romário; Nenê Bonilha, Matheus Barbosa e Elvis; Iago, Willians Santana e Maxwell.

Grêmio: Vanderlei; Victor Ferraz, Geromel, David Braz e Cortez; Darlan (Lucas Silva), Matheus Henrique, Ferreira, Jean Pyerre (Isaque) e Pepê; Diego Souza.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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