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2º Turno em Cuiabá define caminhos para 2022

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Da Redação.

A surpresa tomou conta da eleição em Cuiabá, já que na sua maioria não espera na disputa do segundo turno, um embate entre o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), contra o seu principal desafeto político na Câmara Municipal de Cuiabá, o vereador Abílio Júnior (Pode).

Foto: Divulgação.

“Abílio Júnior surpreendeu ao deixar, Gisela Simona e Roberto França de fora da disputa do segundo turno”.

Os embates dentro e fora da vida pública, envolvendo o prefeito Emanuel Pinheiro e o vereador Abílio Júnior marcaram vários escândalos, que vão desde invasão de privacidade, denúncias, processos, investigações até agressões verbais. Mas poucos imaginava, que a grande disputa entre os dois iria chegar na eleição municipal.

A disputa eleitoral do segundo turno, pelo comando da Prefeitura de Cuiabá já começou acirrada, com lideranças, até então com posicionamentos contrários, declarado apoios para ambos os lados.

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

“Apoios de hoje, serão os compromissos de 2022”.

Pelo que tudo indica, Abílio terá apoio até do governador Mauro Mendes, que deverá seguir o caminho adotado pelo radialista, apresentador de televisão e ex-prefeito de Cuiabá, Roberto França.

O vereador, Abílio e o governador, Mauro Mendes possuem algo em comum, oposição ao prefeito Emanuel, a tendência de união é bem provável. O que muda o cenário da disputa, já que o Governo do Estado é muito maior que Prefeitura de Cuiabá.

Foto: Assessoria

“Máquina sobe máquina, deverá fazer toda diferença”.

Por outro lado, não subestime Emanuel Pinheiro, que mesmo sofrendo ataques durante toda sua gestão, que foi intensificado com o grupo de Mauro Mendes, no poder do Governo do Estado, ele ainda se mostrou vivo e preparado para batalha, com um grupo que lutou bravamente nesta primeira fase, quando ficou bem claro que eram todos, contra Emanuel.

“Reza a lenda que cobra mal matada se vinga”.

E mesmo em uma luta com desvantagem numérica, Emanuel sobreviveu, está organizando e reestruturando seu grupo, para novamente travar uma batalha.

O segundo turno da eleição em Cuiabá, apresenta muitas alterações no cenário da política, tanto deste ano, 2021, quanto para 2022, as derrotas e as vitórias vão desenhar as próximas mudanças das peças, do contrário, políticos que tem a intenção de permanecer no cargo, já pode começar a se despedir.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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