Mato Grosso
Sindicalista compra Chácara no Manso com dinheiro de sindicato e comete improbidade
Mato Grosso
Reportagem Especial
Sabe aquele sindicalista mutreteiro que leva vantagem em tudo? E aquele matreiro que compra até pedaço do céu sem precisar consultar ninguém, muito menos a categoria? Em Mato Grosso, estado natal do Marechal Rondon, existe.
O sindicalista Cledison Gonçalves, presidente do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil do estado leva vantagem em tudo.
Depois de driblar outros membros da diretoria sem consultá-los e não realizar assembleia geral com os investigadores para aprovação da compra de uma área na região do Manso em Cuiabá, Gonçalves agora tenta maquiar seus trambiques para debaixo do tapete para vender uma imagem que não é real.
A ideia até que não seria tão estúpida assim, se o sindicalista não deixasse rastro por onde passa. Cledison que faz uma das piores gestões à frente do sindicato enfrenta – a poucos dias da eleição do sindicato – outra montanha de denúncias.
O presidente do sindicato, que também é presidente de Central Sindical e membro de partido administra um orçamento que ultrapassa R$ 300 mil por mês – além de não trabalhar como policial há vários anos, ainda recebe salário do próprio sindicato.
Ou seja, para ser sindicalista, ele também recebe vencimento, o que lhe dá uma dinheirama extra no final do mês, além do polpudo salário.
O detalhe é que o presidente está há vários anos no comando de uns dos maiores sindicatos do estado e que arrecada centenas de milhares de reais, sem dar oportunidades para milhares de novos investigadores que foram aprovados em concurso público.
Ao justificar a compra da área no Manso, o sindicalista cita o artigo 44 do estatuto da entidade e afirma que a categoria outorgou-lhe uma procuração. Senão vejamos: “…venho lembrá-lo que a categoria de forma democrática me outorgou procuração para assim representá-los”.
Ora, ao tentar justificar o injustificável, o presidente do Siagespoc se enrola mais.
Ao citar o artigo 44, ou o presidente do sindicato está de má fé ou tem uma péssima assessoria jurídica em sua folha de pagamento.
A reportagem teve acesso ao estatuto do Siagespoc e no artigo 44 está claro onde afirma que qualquer aquisição, locação ou alienação de bens móveis deve ser aprovada pela categoria em assembleia geral e registrada em Ata.
Além de que, a diretoria da entidade é obrigada a realizar avaliação prévia por instituição habilitada para tal fim. Portanto, o presidente Cledison Gonçalves mente para os investigadores.
Ou no ´afã´ de comprar o imóvel, foi mal assessorado pelo mesmo advogado que elaborou o estatuto da entidade e recebe uns dos maiores contratos pagos por um sindicato no estado, em detrimento a assessores jurídicos de entidades estaduais que recebem em torno de R$ 3 mil reais, trabalhando meio período na sede da própria entidade. É deplorável que a insensatez dê lugar aos incultos argumentos do sindicalista, orientado pelo seu advogado.
O Direito(na academia isso sim é previsto e ensinado) é uma atividade que se compromissa a defender a cuidar da aplicação das normas jurídicas vigentes em um país, para organizar as relações entre indivíduos e grupos na sociedade. Mas nunca para prejudicar seu próprio cliente.
Aliás, o advogado que não gosta muito de leituras longas, não deveria fazer direito.
Agora o que os investigadores perguntam é como ele consegue se desdobrar para fazer tantas proezas dando um exemplo impar de imoralidade e improbidade administrativa? Por conseguinte, as condutas praticadas pelo dirigente sindical em razão ou no exercício de cargo e que tem uma ação que implique perda patrimonial da entidade é um ato atentatório contra os princípios da administração, legitimidade e representatividade sindical, com violação dos deveres de imparcialidade, legalidade e lealdade à organização sindical.
E como tais tipificados como atos de improbidade e passíveis de responsabilização nos termos da Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92), sem prejuízo das sanções criminais eventualmente cabíveis.
Veja os Documentos:
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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