Esporte
Atlético-MG celebra e vê triunfo como crucial para time brigar por vaga no G6
Esporte
Time mineiro ficou a dois pontos do rival Cruzeiro, último time na zona de classificação para a Libertadores
Da Redação
Substituto do técnico Rogério Micale, que estava suspenso, o auxiliar Diogo Giacomini dirigiu o Atlético Mineiro no último domingo e avaliou que a vitória por 2 a 1 sobre a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, foi um resultado crucial para as pretensões da equipe na sequência do Campeonato Brasileiro, apontando que o triunfo pode impulsionar o time na briga para figurar no G6, a zona de classificação para a próxima edição da Copa Libertadores.
“Essa vitória representa muito para nós. Conversamos antes do jogo que essa partida era crucial para o Atlético se definir no campeonato. Pelo perfil da nossa equipe, a qualidade dos jogadores, o trabalho e a estrutura que temos, tenho certeza que essa vitória vai ser o que a gente precisava para nos alavancar no campeonato e nos colocar definitivamente nessa briga pelo G6”, analisou o auxiliar.
O triunfo sobre a Ponte Preta não foi fácil de ser conquistado, tanto que o Atlético-MG precisou de uma virada no segundo tempo para assegurá-la. E Giacomini destacou que apostou no aspecto psicológico no intervalo para fazer o time reagir após vê-lo ser vazado aos 44 minutos da etapa inicial por Léo Gamalho.
“Foi um dos vestiários mais difíceis para mim como treinador, nesses 12 anos de profissão, porque você tomar um gol aos 44 do primeiro tempo, em uma bola parecida com o segundo gol que levamos do Fluminense, senti que os jogadores estavam cabisbaixos e precisando de uma palavra de ânimo. Então, foi um vestiário em que peguei muito mais no emocional, deixei a parte tática para o final. Mas conseguimos levantar o astral da turma para que o time fosse para o segundo tempo com o espírito de lutar e conquistar o resultado”, disse.
Empolgado com o triunfo, Giacomini revelou que a meta do Atlético-MG é fazer a melhor campanha do segundo turno do Brasileirão. “O Atlético está crescendo, a equipe está evoluindo, criando alternativas e o que a gente espera é fazer um segundo turno forte porque nosso objetivo é terminar em primeiro lugar no segundo turno”, afirmou.
Com o triunfo em Campinas, o Atlético-MG chegou aos 29 pontos, em 11º lugar no Brasileirão, a dois do G6. O próximo compromisso do time será pela Copa da Primeira Liga. Na quarta-feira, o time vai encarar o Internacional, no Beira-Rio, pelas quartas de final.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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