Mato Grosso

Empresa que já sofreu impedimento pelo TSE é acusada de tentativa de manipulação de pesquisas em Sapezal

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Da Redação

Tentativa de manipulação que caracteriza estelionato eleitoral, resulta em denúncias de irregularidades e registro de impugnação para suspender a divulgação de pesquisa e intensão de votos, na 42ª Zona Eleitoral da Comarca de Sapezal.

De acordo com denúncia protocolada, existem vários processos de representação eleitoral investigando as atividades da empresa Strategia e Verum Dados e Consultoria, em conjunto com o estatístico.

“Propagação de falsas e fraudulentas pesquisas”.

Diante das suspeitas de várias irregularidades possivelmente cometida pela empresa Strategia, o advogado Wagner Santos Costa, responsável pela coordenação jurídica da coligação Sapezal para todos, ingressou com o pedido de impugnação da divulgação dos supostos dados, coletados em pesquisa, pela empresa Strategia e Verum.

De acordo com o vídeo apresentado pelo advogado Wagner, a quantidade de irregularidades que a empresa contratada para realizar pesquisas para o Sindicato Rural da cidade, foi o principal motivo da denuncia.

“Após verificação in loco, constatamos que a empresa contratada carrega uma série de processos eleitorais, por conta do não cumprimento da legislação de pesquisas realizadas, como também, o proprietário da empresa que já foi denunciado duas vezes, por estelionato”, ressaltou Wagner.

O advogado Wagner ainda aponta a possibilidade da empresa que realizou a pesquisa nos últimos dias 01, 02 e 03 em Sapezal, pode ser fachada, já foi constatado, que no endereço em Várzea Grande, não existe, o primeiro endereço é uma residência em um conjunto habitacional, no segundo endereço, se trata de um matagal.

“Desta forma apresento o protocolo, solicitando à Justiça, que proíba a veiculação dos resultados desta pesquisa, nas mídias sociais e nos meios de comunicação oficial”, declarou o advogado Wagner.

file:///C:/Users/lnazario/Downloads/AUTOS%200600389-91.2020.6.11.0042%20(1).pdf

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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