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Cuiabá segura o Bota e está entre os 8 melhores na Copa do Brasil
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Da Redação
O Cuiabá conseguiu um feito e está nas quartas de final da Copa do Brasil pela primeira vez, na Arena Pantanal, a equipe mato-grossense segurou a pressão do Botafogo, na terça-feira (3), garantiu o empate por 0 a 0 e avançou na competição nacional, pelo resultado, o Cuiabá ganhou R$ 3,3 milhões de premiação.
No primeiro encontro entre os times, na última semana, no Nilton Santos, o Dourado havia conquistado o resultado positivo ao bater o Alvinegro por 1 a 0 – o resultado causou a demissão do técnico Bruno Lazaroni. Até então, as melhores participações do Cuiabá tinham sido em 2017 e 2018, quando chegou à terceira fase. Nesta edição, o Dourado entrou diretamente nas oitavas de final por ter sido campeão da Copa Verde do ano passado.
O resultado desta terça representou um troco para o Cuiabá. Em 2019, Botafogo e Cuiabá se enfrentaram na segunda fase da Copa do Brasil e, na ocasião, o time alvinegro venceu por 3 a 0, garantindo a classificação. Desta vez, quem avançou na competição foi a equipe mato-grossense.
O adeus precoce é mais um capítulo da crise que o Botafogo atravessa. Dentro de campo, além da eliminação na Copa do Brasil, a equipe alvinegra tenta se afastar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Fora das quatro linhas, a diretoria busca um novo treinador e convive com protestos da torcida que, nos últimos dias, fez atos em frente ao Nilton Santos e chegou a invadir a sede de General Severiano.
O destaque da partida veio da zaga mato-grossense. O setor defensivo do Cuiabá conseguiu funcionar e o zagueiro Anderson Conceição foi um dos nomes mais ativos neste sentido. O jogador acabou aparecendo em momentos cruciais para evitar que a equipe da casa fosse vazada.
O jogo
Com a necessidade de vencer, o Botafogo começou o jogo buscando aplicar uma pressão na marcação da saída de bola do Cuiabá. Os avanços aconteciam, principalmente, pelo lado esquerdo, e com uma aproximação de Bruno Nazário ao setor ofensivo.
A equipe alvinegra conseguia ter mais posse de bola no campo de ataque, mas sem tanta efetividade. O Dourado, por sua vez, tentava achar espaços nas costas da defesa do Glorioso com lançamentos.O Alvinegro, apesar de rondar a área adversária, errava a conclusão das jogadas, o que impedia que as oportunidades se tornassem mais claras. As bolas paradas acabaram também não sendo uma grande arma.Aos poucos, o Cuiabá foi “gostando do jogo” e ganhando espaço. Em uma das escapadas ao ataque, Willians Santana achou Maxwell, que recebeu nas costas da defesa. Ele bateu colocado e Diego Cavalieri fez grande defesa.
As equipes voltaram para o segundo tempo com um desenho parecido ao apresentado na etapa inicial, assim como atitude. O Botafogo buscava dificultar a saída de bola do Cuiabá e “empurrar” o adversário, enquanto a equipe de Chamusca tentava explorar os contra-ataques.Em desvantagem na briga pela classificação, o Alvinegro teve três mudanças de uma só vez, todas com a intenção de levar o time mais à frente. O lateral-esquerdo Guilherme Santos entrou na vaga do volante Caio Alexandre, enquanto os atacantes Pedro Raul e Angulo substituíram Warley e Kelvin, respectivamente.
Por muito pouco as mudanças de Flavio Tenius não tiveram resposta logo imediata. Pouco depois das alterações, Pedro Raul aproveitou cruzamento da direita e cabeceou, mas o goleiro João Carlos fez boa defesa à queima-roupa.Pedro Raul voltou a aparecer em mais duas oportunidades. Primeiramente, após cruzamento pela esquerda, o atacante subiu e, de cabeça, tentou mandar no lado contrapé de João Carlos, mas a bola foi para fora. Depois, após cobrança de falta e confusão na área, finalizou e carimbou o travessão.
Na reta final do jogo, o clima ficou quente em campo. Com algumas chegadas um pouco mais duras e muitas reclamações, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro teve de distribuir cartões para acalmar os ânimos.Nos últimos minutos, o Botafogo foi para o tudo ou nada – o zagueiro Marcelo Benevenuto chegou a jogar quase como atacante – e o Cuiabá se defendeu da forma que conseguiu para evitar levar o gol.Já nos acréscimos, o goleiro João Carlos voou para fazer a defesa e evitar que a cabeçada de Guilherme terminasse na rede, o que levaria a disputa pela vaga para os pênaltis.
Esporte
Brasil vira sobre a Austrália e vence por 4 a 2 em amistoso
A Seleção Brasileira superou um primeiro tempo de sustos e derrotou a Austrália por 4 a 2, nesta terça-feira (29.09), em amistoso disputado no Suncorp Stadium, em Brisbane. Vanderson, Raphinha, Bruno Guimarães e Vinicius Júnior balançaram as redes para o Brasil; Circati e Metcalfe marcaram para os donos da casa. A Seleção ainda tem mais um compromisso nesta Data Fifa: no sábado, encara a Índia às 11h (de Brasília), no Vivekananda Yuba Bharati Krirangan Stadium, em Calcutá.
O jogo começou da melhor forma possível para os brasileiros. Aos dois minutos, uma jogada ensaiada pela ponta direita terminou com Rayan servindo Bontempo, que encontrou Vanderson livre para acertar um belo chute no ângulo e abrir o placar.
O segundo quase saiu em seguida. Raphinha recebeu na entrada da área e soltou uma pancada forte, obrigando Patrick Beach a fazer grande defesa. No rebote, o atacante do Barcelona voltou a finalizar, mas parou novamente no goleiro australiano.
Com o controle da posse de bola e do ritmo da partida, o Brasil ditava as ações, mas foi pego em falha pontual. Aos 29 minutos, após cobrança de escanteio fechado, a defesa brasileira se atrapalhou e Circati empatou para os mandantes.
O golpe abalou a equipe de Carlo Ancelotti, que três minutos depois viu o placar virar. Aos 32, a defesa saiu jogando errado, Metcalfe dominou com liberdade na entrada da área e finalizou com precisão, vencendo Otávio.
Aos poucos, a Seleção voltou a crescer. Aos 42, em mais uma boa trama coletiva, Danilo foi derrubado na área. O árbitro japonês Yusuke Araki revisou o lance no VAR e assinalou o pênalti. Raphinha cobrou com firmeza e deixou tudo igual antes do intervalo.
O segundo tempo começou mais equilibrado. A primeira grande chance foi australiana: aos 15 minutos, Circati apareceu livre na área após escanteio, mas cabeceou por cima, desperdiçando boa oportunidade para os donos da casa.
Do outro lado, o Brasil demorou a criar, mas foi cirúrgico quando chegou. Depois de um primeiro tempo discreto, Vinicius Júnior passou a aparecer mais no jogo. O atacante foi lançado pela esquerda e encontrou Endrick dentro da área, que deu um passe preciso para Bruno Guimarães completar para o fundo das redes e recolocar o Brasil em vantagem.
Aos 30 minutos, quase saiu o quarto. Vini arrancou pela esquerda e inverteu a jogada para Estêvão, que finalizou no canto e viu Patrick Beach fazer mais uma grande defesa. No rebote, a bola ainda bateu em Endrick antes de sair pela linha de fundo.
Aos 34, nada impediu o gol que selou a vitória. Vinicius Júnior fez bela jogada individual, driblou o marcador e foi derrubado dentro da área. O próprio camisa 7 cobrou o pênalti com categoria e converteu.
Nos minutos finais, a equipe de Carlo Ancelotti administrou a vantagem e controlou a partida até o apito final, confirmando o resultado.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Austrália 2 x 4 Brasil | ||
| Competição | Amistoso | |
| Local | Suncorp Stadium, Brisbane (AUS) | |
| Data | 29 de setembro de 2026 (terça-feira) | |
| Horário | 7h (de Brasília) | |
| Cartões | Amarelos (Austrália) | Irankunda, Souttar |
| Cartões | Amarelos (Brasil) | Gabriel Magalhães, Endrick |
| Cartões | Vermelhos | Nenhum |
| Arbitragem | Árbitro | Yusuke Araki (JAP) |
| Arbitragem | Assistentes | Kota Watanabe (JAP) e Kohe Ando (JAP) |
| Arbitragem | Quarto árbitro | Ryo Tanimoto (JAP) |
| Gols | 1º gol | Vanderson, aos 2 do 1ºT (Brasil) |
| Gols | 2º gol | Circati, aos 29 do 1ºT (Austrália) |
| Gols | 3º gol | Metcalfe, aos 33 do 1ºT (Austrália) |
| Gols | 4º gol | Raphinha, aos 44 do 1ºT (Brasil) |
| Gols | 5º gol | Bruno Guimarães, aos 24 do 2ºT (Brasil) |
| Gols | 6º gol | Vinicius Júnior, aos 34 do 2ºT (Brasil) |
| Escalação | Austrália | Patrick Beach; Jacob Italiano (Geria), Alessandro Circati, Harry Souttar e Lucas Herrington; Aziz Behich, Jackson Irvine e Paul Okon-Engstler (O’Neill); Connor Metcalfe (McGree), Nestory Irankunda (Younis) e Tete Yengi. Técnico: Tony Popović |
| Escalação | Brasil | Otávio, Vanderson (Matheuzinho), Jair (Vitor Reis), Gabriel Magalhães e Mauro Júnior (Arthur Dias); Danilo (Breno Bidon), Bruno Guimarães (Martinelli) e Gabriel Bontempo (Andrey Santos); Rayan (Estêvão), Raphinha (Endrick) e Vini Júnior (Samuel Lino). Técnico: Carlo Ancelotti |
Fonte: Esportes
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