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Corinthians tem 90% de chances de título e faz campanha histórica

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Tristão Garcia aponta que só grande reviravolta tira o título da equipe

Da Redação

 

A vitória sobre a Chapecoense fez com que, pela primeira vez, torcedores do Corinthians gritassem “é campeão” no estádio, em Chapecó. O título do Campeonato Brasileiro parece cada dia perto do clube. A campanha do time alvinegro desafia até a matemática e, para algo mudar, seria necessário que algum time fizesse uma campanha parecida com a do São Paulo em 2008. Logo, só uma grande reviravolta tira o título dos corintianos. 

Para o matemático Tristão Garcia, 76 pontos são suficientes para um time ser campeão brasileiro. “Seria o equivalente a vencer todos os jogos em casa e empatar como visitante”, resumiu, em entrevista ao Estado

Seguindo o raciocínio de Tristão, se o time alvinegro tivesse neste momento 43 pontos já estaria fazendo campanha de campeão. Até agora foram 11 jogos em casa (33 pontos) e 10 fora da arena de Itaquera. Mas, em vez de 43, a equipe de Fábio Carille já tem 50 pontos.

“O Corinthians tem sete pontos acima do necessário. Para se ter uma ideia, o Grêmio faz uma excelente campanha e tem apenas um ponto a menos da meta (deveria somar 41 e tem 40)”, comentou o matemático.

Por causa da boa campanha do time gaúcho, Tristão Garcia não descarta até mesmo a possibilidade de, pela primeira vez na história dos pontos corridos com 20 clubes, o Campeonato Brasileiro ter um vice-campeão com mais de 76 pontos. “Seria um vice com campanha de campeão”, disse. 

O Corinthians só perde o títul se cair bastante de rendimento. Além disso, um dos concorrentes mais próximos, em especial Grêmio e Santos, teriam de fazer uma campanha parecida com a do São Paulo quando conquistou o título de 2008.

Comandado por Muricy Ramalho, o time tricolor conseguiu 12 vitórias e seis empates nas últimas 18 rodadas e superou o próprio Grêmio naquele ano. “Aquilo foi um ponto fora da curva do futebol. Acho difícil se repetir, mas o Grêmio teria que fazer algo parecido neste ano para tirar o título do Corinthians”, comentou Tristão.

Segundo as probabilidades apontadas pelo matemático, apenas quatro times estão na briga pelo título. O Corinthians tem 90% de chances de ficar com a taça, o Grêmio tem 7%, o Santos, 2% e o Palmeiras, apenas 1% de possibilidades.

Conservador

Nas contas do técnico Fábio Carille, o Corinthians precisa ainda de mais 28 pontos para chegar aos 78 e não correr riscos. Seriam nove vitórias e um empate, em 18 jogos a serem realizados. 

“Quando acaba o turno, você sempre olha para o segundo colocado. O Grêmio fez 39 pontos, então você dobra a pontuação dele e chega em 78”, explicou o treinador. 

Para Tristão, o número é elevado, mas não absurdo. “O Carille está sendo conservador demais. Para dar 99,5% de certeza, um time precisa de 79 pontos, aí não há dúvidas. Mas a ideia dos 76 pontos ainda é a linha com a qual trabalho”, afirmou.

O CORINTHIANS JÁ PODE SE CONSIDERAR CAMPEÃO BRASILEIRO?

SIM – Luizão, ex-atacante

Eu acreditava que o campeonato estava aberto, mas a vitória do Corinthians ontem (quarta-feira) em cima da Chapecoense acabou com o Brasileirão. Como diria o Zé Boquinha (comentarista e ex-jogador de basquete), a vaca deitou. Pode entregar a taça.

A diferença para o Grêmio está em dez pontos, mas eles teriam de jogar muita bola para conseguir reverter isso. A questão nem é falta de confiança no Grêmio, mas é a confiança do Corinthians.

O Carille colocou na cabeça dos caras que eles não formam um time maravilhoso, mas compensam isso com muita vontade. Podem até diminuir um pouco o ritmo, mas não ao ponto de perder o título. Santos e Palmeiras estão instáveis e não dá para confiar que também podem oferecer perigo. Já era! Pode entregar o troféu para o Corinthians. 

NÃO – Biro-Biro, ex-meia 

O Corinthians ainda vai precisar ralar um ‘pouquinho’, dar uma subidinha, pois faltam alguns degraus para ser campeão. A gente sabe como é o futebol. Se perder duas ou três, os caras encostam. Hoje, está próximo do título, mas não pode se considerar campeão. É uma frase batida, mas como diria meu ex-técnico Jorge Vieira, o futebol é uma caixinha de surpresas.

O Grêmio acabou de sair da Copa do Brasil e tem só a Libertadores para disputar. Já ouvi que podem voltar a levar a sério o Brasileiro. Com isso, os gremistas podem chegar. Não descarto Flamengo e Palmeiras também. Os dois têm bons times. O Santos é outro que merece atenção. Esses times podem dar uma arrancada e complicar a vida do Corinthians. Daqui a algumas rodadas, teremos uma ideia melhor. 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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