Mato Grosso

“Será um tiro mortal na reincidência”, afirma juiz sobre projeto de incentivo à contratação de ex-reeducandos

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Mato Grosso

Da Redação

Para o juiz da Vara de Execuções Penais de Cuiabá, José Geraldo Fidélis Neto, o Projeto de Lei do Governo de Mato Grosso que cria um incentivo para que empresas ofertem vagas de trabalho para ex-reeducandos, e reeducando em regime aberto, é referência no País e serve de exemplo de ressocialização para outros Estados. A proposta foi encaminhada para análise da Assembleia Legislativa.

“Será um tiro mortal na reincidência, que possibilita a inserção social de maneira que o trabalhador possa retornar ao mercado de trabalho e conseguir se manter, bem como a sua família, virando totalmente as costas para o mundo do crime. É uma iniciativa exemplar e modelo no Brasil, que combate à criminalidade com humanidade”, avalia.

O Programa Estadual de Reinserção de Egressos do Sistema Prisional (Reinserir) prevê que empresas que contratarem presos que já cumpriram a pena, ou reeducando que estão em regime aberto ou condicional, receberão mensalmente um subsídio de meio salário mínimo ao mês do Governo do Estado.   O benefício vale por um ano, e pode ser prorrogado pelo mesmo período.

Conforme o magistrado, o projeto é fruto de diálogo entre o governador do Estado, e o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), que tem o desembargador Orlando Perri como supervisor.

O Projeto de Lei prevê a abertura de até 1500 vagas de trabalho dentro do sistema de subsídio. Conforme o juiz, o número terá um grande impacto positivo, já que apenas em Cuiabá e Várzea Grande, há 2 mil pessoas em regime aberto.

Para o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges Pereira, o principal incentivo para aqueles que cumpriram suas penas, seja em regime fechado, semiaberto, ou aberto, se reinsiram na sociedade, é ter de volta a dignidade e a oportunidade do trabalho.

“Os índices de criminalidade e de reincidência no crime no Brasil são muitos altos, trata-se de uma questão muito séria que precisa ser enfrentada. Essas pessoas sofrem com o estigma de terem estado no sistema penitenciário. Acreditar no ser humano é uma forma sensível do Governo do Estado de promover essa reinserção social. O Ministério Público dá total apoio a esse projeto e espera que seja aprovado pela Assembleia Legislativa”, afirma o procurador-geral.

O defensor público-geral, Clodoaldo Queiroz afirma que o projeto é muito bom, pois estimulará a criação de oportunidades de trabalho para que as pessoas possam sobreviver honestamente. “De fato, poderá contribuir bastante para a diminuição dos índices de reincidência criminal”, explica o defensor público-geral.

O secretário-adjunto de Administração Penitenciária da Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), Emanoel Flores, ressalta que compete a Administração Penitenciária, além de manter a ordem e a disciplina nos presídios, fazer gestão para oportunizar o trabalho aos reeducandos.

“O trabalho é a possibilidade que o privado de liberdade tem para reescrever sua história. Dessa forma, ele pode sair do crime e resgatar sua dignidade, auxiliando no sustento de suas famílias e, consequentemente, aumentando as chances de reinserção efetiva, redução dos índices de reincidência criminal e proporcionando mais segurança para a sociedade”, explica.

Regras

As empresas poderão contratar até 10% do quadro de funcionários nesta modalidade. Não poderão se beneficiar do subsídio reeducando que cometeram crimes contra a Administração Pública (desvio de dinheiro, por exemplo) ou aos reeducando que tenham parentesco até o terceiro grau com “diretores, sócios e administradores das pessoas jurídicas contratantes”.

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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