Mato Grosso
“Ponte incendiada em Livramento pode ter motivação política”, aponta ofício que será enviado hoje a Delegado de Polícia
Mato Grosso
Da Redação
A Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento vai oficializar a Polícia Judiciária Civil como “crime contra o patrimônio público” incêndio criminoso da ponte na noite de terça-feira (20) situada na MT-452, na comunidade de Figueiral, distante cerca de 32 km da sede municipal. O Poder Público livramentense também irá requerer providências consistentes na determinação de instauração de Inquérito Policial para apuração da materialidade e autoria dos delitos.
Ofício de nº 169/2020 assinado pelo prefeito livramentense Silmar de Souza Gonçalves será enviando nesta quinta-feira (22) ao Delegado Geral de Polícia Civil do Estado de Mato Grosso.
O documento descreve que o município de Nossa Senhora do Livramento possui uma imensa área territorial e uma população de pouco mais de 11 mil habitantes, sendo que mais de 70% deles residem na zona rural, em sítios e fazendas, e nas mais de 90 pequenas comunidades rurais espalhadas pelo território papa-banana.
Em função dessa situação, o município possui uma extensa malha viária de mais 1.700 km, e por consequência disso, mantém mais de 150 pontes de madeira, pontes essas que demandam constante manutenção. “Ocorre Excelência que hoje pela manhã recebemos diversas imagens e vídeos de uma ponte de madeira em chamas. Juntamente com as imagens e vídeos vieram informações de que se tratava de uma ponte localizada sobre uma estrada municipal na região denominada Figueiral. Assim que tomei conhecimento dos fatos determinei que uma equipe da Secretaria Municipal de Obras juntamente com um Procurador Municipal para que se dirigissem até o local para coletar mais informações e verificar quais medidas deveriam ser tomadas para desobstruir o trânsito naquela estrada”, diz parte do documento.

Foto: Elizeu Silva
Sem saber ao certo qual a motivação que levou o agente a praticar esse ato criminoso, muito embora a ponte necessitasse de manutenção, ela estava transitável e sua estrutura totalmente íntegra. “Os reparos que exigia na ponte eram mínimos, assim não conseguimos entender qual a real intenção do agente em cometer um crime dessa magnitude. Cabe ressaltar que além de dano ao patrimônio público a conduta do agente colocou em risco a vida de pessoas eis que ao chegar no local, a equipe desta Prefeitura já encontrou a ponte totalmente consumida sem que houvesse qualquer espécie de sinalização para impedir que condutores desavisados fossem vítima de acidente no local”, continua o texto em documento.
Segundo a Prefeitura, ao cometer o ato criminoso que provocou dano ao patrimônio público, o agente sequer tomou medidas para salvaguardar a segurança e a vida das pessoas que transitam pela estrada, não se importando com o risco a vida das pessoas, inclusive, aceitou a ocorrência de toda sorte de resultado. “Nessa oportunidade a equipe da Prefeitura improvisou uma sinalização a qual será melhorada assim que mobilizarmos máquinas para realizar um desvio provisório no local. Por outro lado, temos a suspeita de que esse atentado contra o patrimônio público tenha motivação político eleitoral eis que recentemente a ponte em questão havia sido objeto de vídeos e áudios de um candidato a vereador”, destaca o documento ao delegado.
Diante da gravidade dos fatos o documento é finalizado solicitando tomada de providências urgentes para identificar o agente causador desse crime absurdo.
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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