Esporte

Diretoria do Corinthians encaminha renovação de Fábio Carille

Publicado em

Esporte

Clube aguarda para anunciar permanência do treinador por mais duas temporadas, com um aumento e mais bônus

Da Redação

 

O Corinthians tem tudo preparado, e apalavrado, para anunciar a renovação do técnico Fábio Carille por mais duas temporadas, mesmo atropelando as eleições no clube, marcadas para fevereiro de 2018. Carille tem a bênção dos principais candidatos à presidência do Corinthians, entre eles os conselheiros Antônio Roque Citadini, Paulo Garcia e Romeu Tuma Jr. Ou seja, qualquer um que assumir o posto de Roberto de Andrade não vai encrencar com o treinador. O Corinthians vai aumentar o salário de Carille, mas não dobrar os R$ 200 mil mensais, e oferecer a ele premiações por objetivos e conquistas, repetindo o sistema de remuneração extra da atual diretoria.

Em oito meses de trabalho à frente da equipe, desde que o clube demitiu Oswaldo de Oliveira, Carille só tem recebido elogios. Sua experiência como segundo de Tite e Mano Menezes e sua facilidade para lidar com os jogadores ganharam o respeito de todos no Parque São Jorge, inclusive de quem o avalia, o presidente. O Corinthians lidera o Campeonato Brasileiro com folga para seus concorrentes. São 47 pontos contra 39 do segundo colocado, o Grêmio. E já faturou o Paulistão. Carille é do tipo de chegar cedo ao CT mesmo se o treino estiver marcado para o período da tarde.

Há 15 dias, a diretoria corintiana começou a planejar a temporada de 2018. O treinador está diretamente ligado à formação do elenco versão 2018, possível venda de jogadores e algumas contratações pontuais.

Carille trata da sua renovação com tranquilidade. Ele não quer perder o foco da temporada, que é erguer a taça do Campeonato Brasileiro. Sabe, no entanto, que 2018 será um ano de pelo menos 70 jogos, o que talvez não daria para fazer com o elenco contado que tem. A Libertadores faz parte do caminho. Tem Estadual, Brasileiro, Copa do Brasil e, dependendo, Sul-Americana.

A ideia é começar a dar os primeiros passos da nova gestão ainda nesta temporada. Além de Carille, a diretoria precisa resolver pendências no elenco, como a permanência do goleiro Walter e do lateral-esquerda Arana. O primeiro porque gostaria de ser titular. E o segundo porque tem mercado na Europa é também é uma forma de o clube fazer dinheiro.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA