Mato Grosso
Treze pessoas mantidas como reféns em aldeia indígena são libertadas
Mato Grosso
Da Redação
Um grupo de 13 pescadores de Goiás e Minas Gerais, que estavam sendo mantidos reféns, desde domingo (27), por indígenas da Aldeia Rawo, da etnia Ikpeng, no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso. Foram resgatados nesta segunda-feira (28), após uma ação integrada entre agentes da Polícia Federal, da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da polícia militar do 14º BPM de Primavera do Leste (a 231 km de Cuiabá).
Os militares foram acionados pela equipe da Funai porque pessoas tinham entrado na reserva indígena sem autorização para pescar, por isso, foram impedidas de sair. Além disso, os indígenas ficaram com receio devido à pandemia da nova doença respiratória, coronavírus e, por isso, chamaram atenção das autoridades
Foi montada uma estratégia de negociação com a participação de militares da Força Tática, agentes federais e da Funai. No local, foi descoberto que o grupo era de Goiás e Minas Gerais.
A negociação de gerenciamento de crise foi intermediada pelos militares e durou duas horas. O resultado foi a libertação das pessoas de forma pacífica pelos indígenas.
O registro da ocorrência e os tramites legais ficaram sob a responsabilidade da Polícia Federal.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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