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Eleição em Jaciara: Duas chapas compostas por homens enfrentam chapa das mulheres

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Da Redação.

Com a confirmação das candidaturas, ficou desenhado o cenário da disputa eleitoral no município de Jaciara, entre o atual prefeito Abduljabar Galvin Mohammad (PSDB), o ex-secretário municipal de administração e finanças, Claudio Ximenes Lopes (PSL) e a empresaria Andréia Wagner (PSB).

Foto: facebook

Os dois homens carregam o desgaste da gestão, Abduljabar como prefeito, seguido do Claudio Ximenes, que fez parte da atual gestão, quando exerceu o cargo de secretário de administração e finanças.

Foto: Facebook

De acordo com dados levantados pela equipe de reportagem do Grupo O Mato Grosso de Comunicação, que esteve na cidade e entrevistou várias pessoas, a atual gestão comandada pelo prefeito, Abduljabar não atingiu as expectativas populares, e nem conseguiu atender as necessidades e prioridades dos moradores de Jaciara.

“O problema do fornecimento de água já virou tema de lenda e contos populares, entra político, sai político, com promessas e supostos projetos de levar água potável para todos os moradores de Jaciara, e tudo não passa de discurso eleitoreiro e promessas de campanha, isso mostra a importância que o povo da cidade tem para esses políticos”, disse um eleitor de Jaciara, que está indignado com a atual gestão, e pediu para não ser identificado.

Mesmo com o desgaste causado pelas ações da sua gestão, Abduljabar no comando da Prefeitura de Jaciara, supostamente apresentaria alguma vantagem, devido o poder da “máquina”, no entanto, a sua credibilidade de voltar a pedir voto para o povo, com o mesmo discurso da eleição passada, que prometeu e não cumpriu, não é mais a mesma, e está bem danificada.

“Mesmo sendo conhecida pelas suas belezas naturais, com rios e cachoeiras encantadoras, a população de Jaciara sofre com a falta de fornecimento de água potável nas torneiras”.

O ex-secretário de administração, Claudio Ximenes mesmo se desligando da atual gestão, também ficou desgastado, por canta da ligação à frente da secretaria municipal, o que leva a crer, que Ximenes mesmo em lado oposto, ainda poder ter algum vínculo com o grupo do prefeito.

Foto: Facebook.

Por outro lado, a candidata da oposição, que concorreu na eleição passada, está fazendo história na política de Jaciara ao confirmar uma chapa composta exclusivamente por mulheres, com as empresárias, Andréia Wagner concorrendo candidata à prefeita, e Zilá Bruschetta como vice.

Além desta chapa fazer história na política do município, a chapa das mulheres chamou muita atenção e está gerando muita polêmica entre os eleitores de Jaciara.

A campanha que começou no último dia 27, mostrou que é uma disputa bem acirrada, com dois grupos bem distintos, com proposta diferentes, assim cabe ao povo, no dia da eleição avaliar e decidir, se quer permanecer com a atual gestão, ou renovar, com objetivo de melhorar.  

 

Foto: Prefeitura de Jaciara

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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