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Neymar: ‘Alguns pensam que deixar o Barça é como morrer, mas não é’

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Após estreia pelo Paris Saint-Germain, Neymar se diz ‘mais vivo do que nunca’ e comemora entrosamento com o Cavani

Da Redação

 

A estreia positiva de Neymar pelo Paris Saint-Germain, neste domingo, virou prova para o atacante devolver críticas recebidas por parte da imprensa europeia sobre a troca de clube. Após a partida com o Guingamp, o brasileiro disse em entrevista na zona mista que há muito a se fazer na carreira do que apenas defender o Barcelona.

“Eu sabia que seria difícil sair do Barcelona, mas estou tranquilo e feliz por estar aqui. Alguns acreditam que deixar o Barcelona é morrer, mas não é. Pelo contrário. Estou mais vivo do que nunca”, disse o atacante, autor de uma assistência para Cavani e de um gol na vitória por 3 a 0 sobre o Guingamp, pela segunda rodada do Campeonato Francês. “Apenas se muda o país, a cidade e o time, mas o futebol é o mesmo”, completou.

Neymar iniciou a trajetória pelo novo clube já com o prêmio de melhor em campo. A expectativa pelo início dele no Paris Saint-Germain terá nova etapa no próximo domingo. O dia vai marcar a estreia dele diante da torcida. O clube receberá o Toulouse, no Parque dos Príncipes pela terceira rodada.

Apesar da fraqueza do adversário, Neymar comentou após o jogo já se sentir adaptado com os novos companheiros, mesmo com poucos dias de trabalho. “Claro que em entrosamento, falta um pouco ainda, a gente vai se conhecer melhor. Isso é com o tempo, com os jogos. Já me sinto em casa, bem à vontade”, afirmou em entrevista ao canal SporTV.

Boa parte do ambiente conhecido para Neymar se resume à grande presença de brasileiros no time parisiense. Os zagueiros Marquinhos e Thiago Silva formam a dupla titular. A defesa tem um ex-colega de seleção e de Barcelona, o lateral-direito Daniel Alves, e no elenco, Neymar tem ainda um antigo colega, o atacante Lucas. Os dois jogaram juntos em seleções brasileira de base, incluindo uma Olimpíada.

O atacante contou que por já conhecer vários colegas, tenta agora aumentar a parceria com o novo parceiro de ataque, o uruguaio Edinson Cavani, para quem deu passe para o segundo gol da equipe. “Já sabia que ele é craque, agora tenho chance de jogarmos juntos. Estamos tentando nos conhecer e neste jogo já conseguimos. Cavani é um grande jogador e quando se tem companheiros desse nível, fica tudo mais fácil”, afirmou.

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo

 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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