Mato Grosso
Dupla suspeita de cometer vários crimes em Rondonópolis é presa pela Força Tática
Mato Grosso
Da Redação
Durante patrulhamento, uma equipe da 14ª Companhia de Força Tática de Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá) prendeu neste domingo (13.09), dois homens por porte ilegal de arma de fogo e receptação. Na ação foram apreendidos uma réplica de arma de fogo, um revólver calibre 38, com 12 munições, uma arma longa e 14 munições de calibre 45, além de R$ 7 mil em dinheiro.
Os agentes já estavam no encalço dos suspeitos de vários roubos na cidade e que estariam em um veículo Fiat Pálio prata. Durante patrulhamento pelo bairro Vila Rica, os policiais identificaram o carro.
Foi dada ordem de abordagem, não obedecida pelo motorista e iniciado o acompanhamento pela BR 364, sendo necessário um dos policiais atirar nos pneus forçando a parada.
Durante a abordagem, o motorista confirmou os roubos e com ele foi apreendido uma réplica de arma de fogo. Disse ainda que o Pálio também era roubado. Ele levou a equipe até a casa onde estava o segundo criminoso, no bairro Jardim Pindorama.
Durante o procedimento de vistoria no imóvel, o homem denunciado reagiu sendo necessário ser contido e algemado. Na casa foram encontrados um revólver calibre 38, com 12 munições, uma arma longa e 14 munições de calibre 45, além de R$ 7 mil em dinheiro.

Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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