Mato Grosso
Operação Vespeiro: 13 integrantes de organização criminosa foram presas em Água Boa
Mato Grosso
Da Redações
A Polícia Civil de Água Boa (703 km a leste de Cuiabá) deflagrou durante o final de semana a operação Vespeiro com o objetivo de intensificar a repressão a crimes praticados contra uma facção criminosa atuante na cidade e em todo estado de Mato Grosso. Treze pessoas suspeitas de integrar o grupo foram presas pelos crimes de roubo majorado e associação criminosa.
Segundo o delegado titular da Delegacia de Água Boa, Gutemberg de Lucena, foi identificada a atuação do grupo criminoso em outras cidades da regional e recentemente houve um confronto em Ribeirão Cascalheira, ocasião em que um integrante da facção foi morto durante troca de tiros. As diligências da operação contaram com apoio da Gerência de Operações Especiais (GOE) de Cuiabá que passou a atuar nos trabalhos e investigações no Médio Araguaia e reprimir a ação da criminalidade organizada.
Na noite de quinta-feira (10), os criminosos praticaram o roubo majorado contra uma policial civil, ocasião em que entraram na residência e fizeram ela e seu esposo reféns.
Após o fato, a equipe da Polícia Civil iniciou as diligências realizando a condução de várias pessoas suspeitas de participação na organização criminosa e de envolvimento em diversos crimes como roubos, furtos e tráfico de drogas. Entre os investigados esta um empresário da cidade que daria cobertura aos criminosos dando apoio logístico as suas ações.
“No sábado, as forças policiais intensificaram as diligências em várias cidades da região, até localizar parte dos suspeitos em Barra do Garças”, disse o delegado.
Durante as diligências as equipes da GOE, Delegacia de Água Boa e apoio de equipes de Barra do Garças, os suspeitos foram localizados. Houve troca de tiros, sendo dois dos criminosos atingidos, um deles não resistiu aos ferimentos e morreu no local, o outro foi socorrido e hospitalizado.
Treze pessoas ligadas à organização foram presas, além de serem recuperados vários objetos subtraídos, apreendidas armas de fogo, munições e drogas. As equipes continuam as diligências para identificar outros envolvidos.
Gutemberg de Lucena agradeceu o empenho da equipe do Delegacia e do Núcleo de Inteligência na repressão ao crime organizado, ressaltando o apoio do delegado Valmon Pereira e das Diretorias do Interior e de Atividades Especiais nas ações desenvolvidas, além das Delegacias de Barra do Garças e Confresa pelo apoio no trabalho para atingr toda a faixa da região Araguaia.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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