Esporte
Milton Mendes presta queixa em delegacia contra Rodrigo por agressão
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Técnico foi empurrado três vezes pelo zagueiro, que ainda lhe deu um pisão no pé após o fim do jogo entre Ponte Preta e Vasco
Da Redação
O tempo esquentou depois do empate sem gols entre Ponte Preta e Vasco, neste domingo, pela 19.ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Moisés Lucarelli. O zagueiro Rodrigo, da Ponte, agrediu o técnico Milton Mendes, do Vasco, com três empurrões e um pisão no pé. Logo após a sua entrevista coletiva, Milton Mendes se dirigiu à uma delegacia próxima ao estádio para prestar queixa de agressão, que ficaram registradas em imagens.
As imagens mostraram a agressão, porém, cada um tem sua versão para a confusão entre os desafetos. De acordo com Milton Mendes, a intenção era apenas chamar os seus jogadores para o vestiário, devido a preocupação com o horário da volta da delegação para o Rio.
Rodrigo empurrou o técnico três vezes e ainda lhe deu um pisão no pé, quando foi segurado por Jean, com quem conversava antes, ao lado de Paulo Vitor, ambos jogadores vascaínos. “Fui até os meus jogadores, pedindo para que eles fossem para o vestiário para a reza e daí ele me agrediu. Primeiro achei que era brincadeira, mas depois ele me empurrou de novo, pisou no pé, falou palavras que não vem ao caso mencionar. Vou tomar as medidas cabíveis, porque isso não é futebol”, explicou Milton Mendes nos vestiários, visivelmente chateado.
Milton Mendes disse que entregaria, agora, o caso nas mãos “das pessoas certas”, dando a entender que seria a direção do clube e também seu departamento jurídico. “Ou até mesmo a arbitragem, porque tudo aconteceu dentro de campo e existem as imagens”, concluiu.
Perguntado se isso era resquício da dispensa do zagueiro no Vasco, há três meses, o técnico respondeu: “Não sei, precisa perguntar para ele (Rodrigo). Mas lá ele deixou amigos e também inimigos”, confirmou Milton Mendes.
Na saída do gramado, Rodrigo deu a sua versão e justificou que estava apenas conversando com amigos, quando foi interrompido por Milton Mendes. Vale lembrar que o zagueiro foi afastado do elenco vascaíno após a chegada do treinador e, logo depois, se transferiu para a Ponte Preta. “Eu tenho história no Vasco, sou um dos zagueiros artilheiros do clube, a torcida gosta de mim. Não vão conseguir apagar isso. Só estava conversando com amigos”, disse.
O técnico Gilson Kleina, da Ponte Preta, comentou o caso e mesmo sem ver o ocorrido, garantiu que Rodrigo estava muito tranquilo, além de confiar na índole do jogador. “Eu não vi, mas se aconteceu algo, os dois estão errados. O que eu sei é que o Rodrigo está muito feliz aqui, treinando forte, amigo de todo mundo”, assegurou.
Rodrigo recebeu o terceiro cartão amarelo e não vai poder enfrentar o Fluminense, quarta-feira, em jogo adiado da 17.ª rodada do Brasileirão, no Moisés Lucarelli.
Fonte: Estadão Conteúdo
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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