Mato Grosso
Homens são confundidos com traficantes em tentativa de chacina em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
Funcionários de uma empresa de soluções energéticas foram vítimas de uma tentativa de chacina ao serem confundidos com membros de uma facção criminosa de outro Estado. Os homens foram encontrados na madrugada desta quinta-feira (10.09), feridos por disparo de arma de fogo.
Segundo informações da Polícia Militar, as vítimas estão há uma semana em Cuiabá, para onde vieram prestar serviços. No fim da última quarta-feira(09), criminosos invadiram o local onde eles estão ficando, no bairro da Manga, em Várzea Grande, e os sequestraram.
Os criminosos questionavam a todo instante se os homens pertenciam a uma facção criminosa. Além disso, sofreram diversas agressões antes de serem colocados no porta malas de uma veículo.
Eles foram levados para o matagal, que fica às margens da rodovia federal, momento em que foram atingidos por disparos de arma de fogo.
Uma equipe da Polícia Militar estava seguindo para atender uma ocorrência de roubo na rodovia quando visualizou uma pessoa caída na BR, que já relatou toda situação.
A primeira das vítimas, encontrada na beira da rodovia, tinha três perfurações por arma de fogo, na região das pernas. Após a chegada de reforço, os policiais chegaram até os outros funcionários.
As outros vítimas foram localizadas também feridas, sendo uma com perfurações nas pernas, costas e região pélvica e a outra com disparos no rosto e costas.
Um dos funcionários da empresa conseguiu correr no meio do matagal e não foi atingido. Uma ambulância da Concessionária Rota do Oeste, que administra o trecho, deu apoio no transporte.
As vítimas foram encaminhadas para atendimentos no pronto-socorro de Cuiabá e Várzea Grande. A tentativa de chacina é investigada pela Polícia Civil.
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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