Mato Grosso
Homens são confundidos com traficantes em tentativa de chacina em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
Funcionários de uma empresa de soluções energéticas foram vítimas de uma tentativa de chacina ao serem confundidos com membros de uma facção criminosa de outro Estado. Os homens foram encontrados na madrugada desta quinta-feira (10.09), feridos por disparo de arma de fogo.
Segundo informações da Polícia Militar, as vítimas estão há uma semana em Cuiabá, para onde vieram prestar serviços. No fim da última quarta-feira(09), criminosos invadiram o local onde eles estão ficando, no bairro da Manga, em Várzea Grande, e os sequestraram.
Os criminosos questionavam a todo instante se os homens pertenciam a uma facção criminosa. Além disso, sofreram diversas agressões antes de serem colocados no porta malas de uma veículo.
Eles foram levados para o matagal, que fica às margens da rodovia federal, momento em que foram atingidos por disparos de arma de fogo.
Uma equipe da Polícia Militar estava seguindo para atender uma ocorrência de roubo na rodovia quando visualizou uma pessoa caída na BR, que já relatou toda situação.
A primeira das vítimas, encontrada na beira da rodovia, tinha três perfurações por arma de fogo, na região das pernas. Após a chegada de reforço, os policiais chegaram até os outros funcionários.
As outros vítimas foram localizadas também feridas, sendo uma com perfurações nas pernas, costas e região pélvica e a outra com disparos no rosto e costas.
Um dos funcionários da empresa conseguiu correr no meio do matagal e não foi atingido. Uma ambulância da Concessionária Rota do Oeste, que administra o trecho, deu apoio no transporte.
As vítimas foram encaminhadas para atendimentos no pronto-socorro de Cuiabá e Várzea Grande. A tentativa de chacina é investigada pela Polícia Civil.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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