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Feira Internacional de Investimento na China, terá representação de Mato Grosso

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Da Redação

O estado de Mato Grosso é o único do país a participar da CIFIT (China International Fair for Investment and Trade), realizada na última terça-feira (08.09) a sexta-feira (11.09), em Xiamen, na Província de Fujian, na China. Uma representante do governo de MT na China participará de forma presencial apresentando o estado e suas potencialidades e 14 empresas mato-grossenses estarão no evento de forma virtual por meio da plataforma do evento.                         

A CIFIT é um evento internacional de promoção de investimentos da China que visa facilitar o investimento bilateral. É considerado o maior evento de investimento global aprovado pela Associação Global da Indústria de Exposições da China e acontece anualmente.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, a participação na feira chinesa é uma oportunidade ímpar. “A China é nossa grande cliente atualmente e estar presente em um evento deste porte, mesmo que virtualmente por questões sanitárias, é uma forma de mostrar tudo o que nosso Estado e nossos empresários produzem e prospectar novos clientes e negócios”, afirma.

De acordo com Ariana Guedes, assessora internacional da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), na Ásia, os expositores de MT terão oportunidade ímpar de expor seus serviços e produtos, criar possibilidades de negócios com chineses e também ampliar cooperação com o mercado internacional.

“Além da exposição, a feira apresenta uma série de atividades como Fórum Internacional de Investimentos, seminários, rodas de negócios, matchmaking, oportunizando o estabelecimento de negócios e atração de investimentos com todas as regiões da China e países participante”, explicou Ariana Guedes.

No estande de Mato Grosso, os participantes recebem informações sobre as características geográficas, históricas e econômicas do estado. Textos e imagens sobre as potencialidades do estado e suas belezas naturais compõem as plataformas físicas e digitais da CIFIT.

“Os chineses consomem nossos produtos, mas não sabem a origem, desta forma, promover o Estado de Mato Grosso na China é fundamental para fortalecer este relacionamento. Dos estados brasileiros, Mato Grosso, é considerado pelos chineses como forte parceiro de negócios nas mais diversas áreas”, destacou a assessora internacional da Sedec.

As empresas mato-grossenses participantes da feira não tiveram despesas para participar, nem o Governo do Estado. Tudo foi articulado por meio de uma força tarefa entre Sedec e Casa Civil para que Mato Grosso estivesse na feira.

Além da participação on-line das 14 empresas mato-grossenses na CIFIT, o governo de Mato Grosso deu visibilidade aos projetos de investimentos desenvolvidos pela Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) e empresas privadas que são parceiros do estado no desenvolvimento econômico.

As seguintes empresas de Mato Grosso participam da CIFIT: Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC), APROFIR, Bio Bebidas, Casa do Peixe, Drogaria Cidade Alta, FECOMÉRCIO, Golden Imex, IMEA, Inovam, MAFRRA, Mandioca Árica, PECSA, Soul Fish, Supermercado Paulista e Verdão Materiais para Construção.

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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