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Procurador-Geral de Cuiabá é afastado por 180 dias

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Da Redação

Hoje quinta-feira (03.09), a Justiça aceitou o pedido de afastamento do Procurador-Geral de Cuiabá, Marcus Brito, por 180 dias. Ele é acusado de participação no esquema de desvios na Secretaria de Saúde do município e foi alvo da segunda fase da ‘Operação Overlap’, pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR) E Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em conjunto com o Gaeco.

Foram cumpridos ao todo, quatro mandados de buscas contra o Procurador do município. Sendo um deles em seu escritório, que fica localizado no bairro Boa Esperança, no qual ele figura como sócio, com o ex-secretário de educação, Alex Vieira Passos, que foi alvo da primeira fase da operação.

A ordem judicial também teve como alvo, sua residência, no condomínio de luxo Belvedere em Cuiabá, e seu gabinete na Procuradoria-Geral de Cuiabá também foi local de busca e apreensão. Toda a operação está sendo assistida por um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em nota, a prefeitura confirmou o afastamento e reiterou seu compromisso com a lisura e transparência na gestão pública, além de acrescentar que irá prestar todas as informações necessárias para conclusão de inquérito policial.

Confira a nota da Prefeitura de Cuiabá:

“A Prefeitura Municipal de Cuiabá informa que afastou, a pedido, o procurador geral do município, Marcus Brito. Na manhã de hoje (3/9), a sede da Procuradoria é alvo de cumprimento de mandado de busca e apreensão em ação da Polícia Civil e do Ministério Público de Mato Grosso.

Reitera ainda o seu compromisso com a lisura e transparência na gestão pública e irá prestar todas as informações necessárias para conclusão de inquérito policial.”

Desvios na Educação

A operação apura desvios ocorridos na Secretaria de Educação de Cuiabá. As diligências realizadas nesta quinta-feira, são os desdobramentos das análises das primeiras buscas e de denúncias apresentadas, após a primeira fase da operação realizada em junho deste ano.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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