Mato Grosso
Procurador-Geral de Cuiabá é afastado por 180 dias
Mato Grosso
Da Redação
Hoje quinta-feira (03.09), a Justiça aceitou o pedido de afastamento do Procurador-Geral de Cuiabá, Marcus Brito, por 180 dias. Ele é acusado de participação no esquema de desvios na Secretaria de Saúde do município e foi alvo da segunda fase da ‘Operação Overlap’, pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (DECCOR) E Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em conjunto com o Gaeco.
Foram cumpridos ao todo, quatro mandados de buscas contra o Procurador do município. Sendo um deles em seu escritório, que fica localizado no bairro Boa Esperança, no qual ele figura como sócio, com o ex-secretário de educação, Alex Vieira Passos, que foi alvo da primeira fase da operação.
A ordem judicial também teve como alvo, sua residência, no condomínio de luxo Belvedere em Cuiabá, e seu gabinete na Procuradoria-Geral de Cuiabá também foi local de busca e apreensão. Toda a operação está sendo assistida por um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Em nota, a prefeitura confirmou o afastamento e reiterou seu compromisso com a lisura e transparência na gestão pública, além de acrescentar que irá prestar todas as informações necessárias para conclusão de inquérito policial.
Confira a nota da Prefeitura de Cuiabá:
“A Prefeitura Municipal de Cuiabá informa que afastou, a pedido, o procurador geral do município, Marcus Brito. Na manhã de hoje (3/9), a sede da Procuradoria é alvo de cumprimento de mandado de busca e apreensão em ação da Polícia Civil e do Ministério Público de Mato Grosso.
Reitera ainda o seu compromisso com a lisura e transparência na gestão pública e irá prestar todas as informações necessárias para conclusão de inquérito policial.”
Desvios na Educação
A operação apura desvios ocorridos na Secretaria de Educação de Cuiabá. As diligências realizadas nesta quinta-feira, são os desdobramentos das análises das primeiras buscas e de denúncias apresentadas, após a primeira fase da operação realizada em junho deste ano.
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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