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Discussão no Mineirão selou afastamento de Felipe Melo no Palmeiras

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Briga com Egídio, após eliminação na Copa do Brasil, marca desfecho de relação conturbada entre volante e o técnico Cuca

Da Redação

 

Um incidente ocorrido na semana passada no Mineirão, após a equipe ser eliminada da Copa do Brasil pelo Cruzeiro, foi a gota d’água que culminou com o fim do ciclo de Felipe Melo no Palmeiras. Cuca e o volante têm longo histórico de desentendimentos e o treinador já não via com bons olhos sua permanência no grupo. A desavença em Belo Horizonte foi o episódio final dessa relação tumultuada.

Na quarta-feira passada, os dois voltaram a bater de frente. Substituído no segundo tempo da partida contra o Cruzeiro, o jogador reclamou da atuação da equipe no vestiário. O Estado apurou que Cuca interveio e chamou para si o papel de dar as broncas coletivas. O clima ruim foi acentuado pelo gesto do lateral-esquerdo Egídio ao fim do jogo. Ex-cruzeirense, ele trocou de camisa com Thiago Neves e foi questionado pelos colegas, sobretudo pelo volante.

Cuca, que já estava irritado com Felipe Melo desde que, substituído, o volante ficou sentado no banco dando ordens ao time, explodiu de vez. Na sexta-feira, véspera do jogo com o Avaí, o treinador anunciou ao time o afastamento do jogador da partida. Em entrevista ao canal ESPN, o atleta afastado do elenco negou desavenças com colegas, mas confirmou uma discussão no vestiário do Mineirão.

“Eu errei naquele dia. Falei alguma coisa contra o Cuca. Mas depois nos reunimos, tivemos uma conversa com o presidente, e naquele dia eu pedi desculpas. Assumi meu erro perante o grupo, pedi desculpas. O Cuca me desculpou, apertou a minha mão, mas disse que não trabalharia mais comigo”, disse Felipe ao canal de televisão.

O diretor de futebol, Alexandre Mattos, e o presidente do clube, Maurício Galiotte, estiveram presentes no treino e tentaram convencer Cuca a voltar atrás da decisão, mas não conseguiram. E depois da partida com os catarinenses, o técnico anunciou que ele não jogaria mais pelo clube.

Os atritos entre Cuca e Felipe Melo são antigos. Os dois já tinham trabalhado juntos no Grêmio, em 2004. Na época, Cuca dirigiu o clube por 46 dias, lidou com a ameaça de rebaixamento e um ambiente conturbado por desentendimentos com vários jogadores, entre eles Felipe Melo, à época com apenas 21 anos.

Cuca assumiu o Palmeiras pela segunda vez em maio, já preocupado com o volante. O técnico considera o jogador alguém com ascendência muito forte no ambiente do elenco, por ser capaz de atrapalhar a voz de comando. Fora isso, o treinador analisou que o atleta não se encaixava na proposta de jogo pensada para a equipe.

A convivência entre os dois no Palmeiras teve o primeiro atrito no fim de maio. Em um treino, Felipe Melo discutiu com o preparador físico Omar Feitosa por discordar da marcação do placar da atividade recreativa na Academia. O desentendimento começou no campo e continuou no vestiário, onde Cuca tentou acalmar os dois profissionais e achou excessivo o tom das reclamações de Melo.

O desentendimento acelerou as divergências entre eles. Melo esteve machucado por cerca de um mês e voltou como reserva do time. Ficou chateado.

Antes desse episódio, a diretoria do Palmeiras havia se empenhado em amenizar a suspensão do volante de seis para três partidas na Libertadores. Os dirigentes marcaram reuniões na sede da Conmebol, levaram vídeos e fizeram lobby para conseguir reduzir a pena. Felipe Melo poderia voltar no próximo jogo, dia 9, porém já nem deve estar mais no clube até lá.

Nesta segunda-feira o jogador foi dispensado do treino. Nesta terça pela manhã ele estará de volta e, apesar de não estar mais nos planos de Cuca, vai trabalhar no mesmo horário dos demais companheiros. 

A tendência é Felipe Melo deixar o Palmeiras para reforçar outro time brasileiro. O jogador já recusou sondagens da Turquia, país onde defendeu o Galatasaray. O volante fez 27 jogos pelo Alviverde, com dois gols marcados e nenhuma expulsão, apesar da briga na Libertadores.

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Copa do Mundo 2026: 18 seleções garantem vaga e primeiros duelos do mata-mata são definidos

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A Copa do Mundo de 2026 atinge seu momento de maior tensão com o encerramento da fase de grupos e a definição das equipes que seguem na briga pelo título. Até agora, 18 seleções já carimbaram o passaporte para a segunda fase, desenhando um cenário de grande diversidade continental e confrontos de peso para a etapa eliminatória.

Os anfitriões — Canadá, Estados Unidos e México — confirmaram o favoritismo e avançaram com segurança. Ao lado deles, potências tradicionais como Brasil, Argentina, Alemanha, França e Holanda também asseguraram suas vagas matematicamente. A lista de classificados reflete o equilíbrio do torneio, incluindo ainda África do Sul, Noruega, Colômbia, Suíça, Bósnia, Marrocos, Suécia, Equador, Japão, Costa do Marfim e Austrália.

O regulamento desta edição prevê que 32 equipes avancem para o mata-mata, sendo os dois melhores de cada chave somados aos oito melhores terceiros colocados. As partidas decisivas desta nova fase ocorrerão entre os dias 28 de junho e 3 de julho.

Despedidas precoces

Enquanto o clima é de festa para os classificados, oito seleções já não possuem chances matemáticas e se despedem da competição após o fim da fase de grupos. República Tcheca, Catar, Haiti, Turquia, Curaçao, Tunísia, Jordânia e Panamá estão oficialmente eliminados do Mundial.

Agenda dos primeiros confrontos

Com as definições na tabela, quatro duelos das oitavas de final já possuem data, horário e local confirmados:

  • África do Sul x Canadá: 28 de junho, às 16h (Brasília), no SoFi Stadium (Los Angeles).
  • Brasil x Japão: 29 de junho, às 14h (Brasília), no NRG Stadium (Houston).
  • Holanda x Marrocos: 29 de junho, às 22h (Brasília), no Estadio BBVA (Monterrei).
  • Estados Unidos x Bósnia: 1º de julho, às 21h (Brasília), no Levi’s Stadium (São Francisco).

Fonte: Esportes



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