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Abel comanda treino após morte do filho e vai para o jogo contra o Sport

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Apesar da perda, treinador opta por não se afastar da equipe

Da Redação

 

Dois dias após a morte do seu filho, João Pedro Braga, de 18 anos, o técnico Abel Braga voltou ao trabalho no Fluminense. Ele comandou o treino do time na manhã desta segunda-feira e confirmou que irá acompanhar a equipe em Recife, para a partida contra o Sport, na quarta, em rodada do Brasileirão.

“Conversei ainda ontem com o treinador e ele deixou bem claro que o trabalho dele continua e acabei de confirmar com ele agora que vai para o jogo de quarta-feira”, confirmou o presidente do Fluminense, Pedro Abad.

O mandatário reforçou que foi decisão do treinador de voltar ao trabalho já nesta segunda. “Deixei muito claro que o Fluminense não tinha nenhuma pressa e que o tempo quem ditaria, seria ele, que fizesse o que achasse melhor. Ele vai trabalhar e ainda que a gente esteja muito triste e bastante abalado, a vida tem que continuar, o Fluminense continua”, declarou.

O filho de Abel Braga morreu na manhã de sábado ao cair da janela do banheiro do apartamento em que morava com a família no bairro do Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, enquanto tomava banho. A polícia abriu inquérito para apurar as circunstâncias da morte. Mas os primeiros indícios apontam para um acidente. A janela do banheiro era mais extensa e mais baixa que costumam ser os basculantes comuns.

“O Fluminense procurou dar o maior apoio possível não só ao treinador, mas também à família. Hoje ele está aqui, a delegação segue viagem na terça e sugeri que ele vá na quarta de manhã para ficar mais tempo com a família. Muita gente cogitou que ele deixaria de trabalhar, deixaria de ser treinador, isso nunca entrou em cogitação. A liga que tem esse grupo com o treinador e comissão técnica é bem marcante”, afirmou o presidente do Flu.

Por causa da morte do filho de Abel, o Flu acionou a CBF e teve aceito o pedido de adiamento da partida contra a Ponte Preta, que estava marcado para domingo, um dia depois da tragédia familiar do treinador. O duelo foi remarcado para o dia 9 de agosto, quarta-feira da próxima semana.

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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