Mato Grosso

Cidadão pode acessar doações recebidas pelo Governo do Estado durante a pandemia

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Mato Grosso

Da Redação

Para facilitar o acesso de informações nesse período de pandemia, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec – MT) disponibiliza todas as ações sobre doações no site. Por meio dele, o cidadão pode ter acesso a dados como quais empresas fizeram as doações, as quantidades doadas e para onde elas foram distribuídas.

Até o momento o álcool 70% foi o produto mais doado, no entanto, qualquer tipo de ajuda é válida. As informações estão disponíveis na aba “Como posso doar?”, na página da Sedec.

“Formamos uma grande força-tarefa entre Governo do Estado, empresários e entidades para atuar de alguma forma na prevenção da Covid-19. Conseguimos diversos tipos de doações que culminaram na distribuição de quase 300 mil litros de álcool 70% para todo o Estado”, afirma César Miranda, secretário de Desenvolvimento Econômico.

Para Paulo Ferreira, responsável pelo Núcleo de Gestão Estratégico para Resultados (NGER), o órgão tem agido de forma necessária.

“Com as parcerias, a Sedec possibilitou que a população e outros órgãos pudessem ter acesso ao álcool em gel, que era um produto que faltava muito no início da pandemia. E com a transparência, as empresas podem ter acesso para onde esses produtos foram levados”.

Além disso, a transparência nas doações fez com que Mato Grosso subisse no ranking do site Transparência Internacional, onde são divulgadas as ações de cada Estado. Atualmente, o Estado se encontra na 13º posição com 90,5 pontos, sendo considerado ótimo.

Para acessar as doações feitas e recebidas pela Sedec clique aqui.

 

 

 

 

 

 

 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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