Esporte
Para receber auxílio financeiro mensal, atletas ainda podem se inscrever
Esporte
Da Redação
O Programa Olimpus, do Governo de Mato Grosso, que oferece auxílio financeiro mensal a atletas de diversas categorias e níveis, está com inscrições abertas até a próxima sexta-feira (04.09). Retomada por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), a concessão de bolsa atleta abrange modalidades individuais e coletivas, e beneficia esportistas de base e de alto rendimento.
Sem incentivo desde 2017, o programa foi reformulado e ampliado em 2020. Este ano, a nova fase da bolsa abrange maior quantidade de atletas e de categorias contempladas. Os valores das bolsas também aumentaram.
Para esportistas de alto rendimento, além da categoria Nacional, há agora a de Atleta Nacional Elite, totalizando 80 bolsas com valores mensais de R$ 900 e de R$ 1.600. Concorrem nesses dois grupos, esportistas com idade a partir de 14 anos, que tenham obtido colocações em competições nacionais e internacionais, respectivamente.
Já para os atletas de base, foi acrescentada a categoria Base Olímpica. Assim, como na categoria Estudantil, os beneficiados serão jovens com idade entre 12 e 16 anos que participaram da etapa nacional dos Jogos Escolares da Juventude 2019. As duas categorias de incentivo aos esportistas iniciantes concederão juntas outras 160 bolsas de auxílio financeiro. Com valores mensais de R$ 250 e R$ 600, a diferença entre as categorias é a posição alcançada por cada atleta na competição escolar brasileira.
Nesta semana, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou ainda mais um avanço ao Olimpus. Em primeira votação, o legislativo acatou o substitutivo que garante a inclusão do auxílio a atletas-guias e técnicos esportivos. A conquista será incorporada pela Secel em uma segunda fase do programa.
“O esporte mato-grossense está tendo a chance de viver um novo momento de grande ascensão. Para nós, da Secel, tirar esses projetos do papel é a realização de um sonho. São políticas públicas de fomento ao esporte de base e profissional. Esperamos que nossos atletas aproveitem a oportunidade e se inscrevam para receber o auxílio financeiro. O prazo está quase acabando”, relembra o secretário adjunto da Secel, Jefferson Carvalho Neves.
Os editais de chamada pública das quatro categorias contêm as disposições, critérios e relação de documentos necessárias para a inscrição.
Serviço
Bolsa Atleta 2020
Modalidades contempladas: esportes individuais e coletivos
Categorias: Atleta Nacional, Atleta Nacional Elite, Atleta Estudantil e Atleta Base Olímpica
Prazo para inscrição: 04 de setembro de 2020
Acesso aos editais: www.esportes.mt.gov.br/editais
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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