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Em menos de 36h, três mortes foram registradas na cidade de Rondonópolis

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Da redação

Durante o final e inicio desta semana, foram registradas três mortes, em menos de 36h, na cidade de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá). Os casos ocorreram nos bairro Jardim Pindorama, Juscelino Farias e no bairro Jardim de Lourdes da cidade. Os crimes foram, homicídio, crime passional e latrocínio.

A primeira foi registrada na tarde de sábado (22), quando um empresário foi vítima de homicídio, no bairro Jardim Pindorama. Um homem identificado como Rafael Schweger, que era proprietário de um despachante, estava com amigos e familiares na frente de uma residência.

Quando dois homens, ainda não identificados, chegaram em uma motocicleta, o garupa saltou e sacou uma arma de fogo e começou a atirar em direção a Rafael, que mesmo baleado ainda tentou correr para os fundos da casa e caiu no pátio próximo a sala.

Os atiradores fugiram em alta velocidade sem deixar pistas para trás. A vítima não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

Segundo populares, Rafael já havia sofrido alguns atentados anteriormente e possuía diversas passagens pela Polícia.

Crime Passional

Já a segunda morte registrada, foi de uma mulher que foi morta com golpes de faca, pela atual da ex-namorada, na noite de domingo (23), no bairro Juscelino Farias.

A vítima de 25 anos, identificada como Karine Dias, foi até a residência da ex-namorada questionar sobre o fim do relacionamento. No local, ela viu uma outra mulher e ficou irritada com sua ex companheira.

Karine muito nervosa conseguiu violar o cadeado e entrar na residência. Momento em que a atual companheira e a vítima entraram em luta corporal e Karine foi esfaqueada.

Após o crime, a suspeita fugiu e não foi mais encontrada, e a ex informou não ter participado da briga.

Latrocínio

Já nesta segunda-feira (24), um homem foi morto ao tentar impedir que roubassem sua moto, a vítima identificado como Denivaldo estava em um bar, no bairro Jardim de Lourdes, quando foi rendido por um homem que pediu as chaves da moto.

Denivaldo entregou as chaves, mas indignado com o roubo, ele levantou e tentou reaver o veículo, momento em que o suspeito disparou contra ele e fugiu.

A vítima morreu na hora.

Os casos passaram a ser investigados pela Polícia Civil de Rondonópolis.

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Várzea Grande avalia implantar cafeicultura para fortalecer agricultura familiar

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A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável iniciou as discussões para avaliar a implantação da cafeicultura entre produtores da agricultura familiar do município. A proposta é buscar recursos do programa MT Produtivo, do Governo de Mato Grosso, por meio da COOPLÍDER, e diversificar as atividades produtivas entre as famílias.

Dois encontros já ocorreram e reuniu representantes dos pequenos produtores e técnicos da Embrapa, Empaer, Sindicato Rural, Senar e da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande.

O projeto ainda está em fase de construção e depende de estudos que comprovem a viabilidade técnica e econômica da produção de café em Várzea Grande. Entre os fatores avaliados estão as características do solo, volume de chuvas anual, necessidade de adubação, disponibilidade de água e estrutura para irrigação.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, explica que o município terá papel direto na orientação dos pequenos produtores.

“Nosso papel é dar todo o suporte técnico ao produtor, por meio da Empaer – escritório de Várzea Grande – e dos técnicos da secretaria. Mas não vamos colocar o agricultor em uma atividade sem antes verificar se existe viabilidade. É preciso ter perfil, interesse, água e condições de irrigação. A ideia é construir um projeto seguro e sustentável para a agricultura familiar”, afirmou.

Segundo ele, alguns produtores já possuem poços artesianos e sistemas de irrigação, o que pode favorecer a implantação da cultura em determinadas áreas. A avaliação, no entanto, será individualizada, considerando as características de cada propriedade.

A proposta prevê a possibilidade de a COOPLÍDER buscar até R$ 3,6 milhões em recursos. Desse total, R$ 3 milhões são recursos não reembolsáveis, enquanto 20%, ou R$ 600 mil, correspondem à contrapartida da cooperativa.

Os recursos poderão ser utilizados na aquisição de mudas, adubos, equipamentos de irrigação e outras estruturas necessárias para a implantação da cadeia produtiva.

Para o representante da COOPLÍDER, João Paulo Moura, o café pode representar uma alternativa de renda de longo prazo para pequenos produtores, mas a atividade exige planejamento e perfil adequado.

“O café é uma cultura extremamente rentável, mas é preciso entender que estamos falando de uma produção de longo prazo, como uma poupança para o pequeno produtor. Se em um assentamento alguns agricultores tiverem perfil e interesse, com as condições adequadas, é possível trabalhar com uma produtividade de cerca de 100 sacas por hectare. O importante é fazer as contas, avaliar os custos e garantir que o produtor tenha estrutura para sustentar a atividade”, explicou.

Segundo a projeção apresentada pela cooperativa, um hectare de café pode alcançar cerca de 100 sacas por ano, com potencial de gerar aproximadamente R$ 100 mil em receita bruta anual, considerando o preço estimado de R$ 1 mil por saca. Com custos anuais estimados em torno de R$ 40 mil, o produtor poderia obter até R$ 60 mil de resultado, o equivalente a uma média de R$ 5 mil por mês. Os valores, no entanto, são estimativas e dependerão da produtividade, dos custos de produção e do preço de comercialização na época da colheita. João Paulo também reforçou que a cooperativa poderá adquirir a produção dos agricultores, criando uma perspectiva de mercado para o produto.

Viabilidade antes do investimento – Antes de qualquer implantação, novas reuniões e visitas aos assentamentos serão realizadas para levantar informações sobre os produtores e as áreas disponíveis.

A equipe técnica também deverá analisar estudos de solo e outros indicadores necessários para definir onde a cultura pode apresentar melhores resultados. A orientação é evitar investimentos sem segurança técnica.

Ricardo Amorim afirmou que a prefeitura trabalha também com uma alternativa caso a cafeicultura não seja considerada viável em determinadas áreas.

“Precisamos diversificar. Se a cafeicultura não apresentar viabilidade técnica ou não houver produtores com o perfil necessário, temos um plano B. A fruticultura já apresenta experiências bem-sucedidas no município e pode receber novos investimentos. O mais importante é oferecer alternativas e criar oportunidades reais de renda para a agricultura familiar”, destacou.

“O próximo passo será aprofundar os estudos, ouvir os produtores e reunir as informações necessárias para a elaboração do projeto. A intenção é transformar a possibilidade de acesso aos recursos do MT Produtivo em uma estratégia de desenvolvimento sustentável para os pequenos produtores de Várzea Grande”, pontuou o representante da COOPLÍDER, João Paulo Moura.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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