Mato Grosso
PM impede fuga de adolescente que rendeu família durante roubo em Vera
Mato Grosso
Da Redação
Assim que foi deflagrada a Operação Ostensividade, Saturação e Prevenção da Polícia Militar na região de Sorriso, na manhã desta quinta- feira(20), policiais militares impediram a fuga de um suspeito de praticar um roubo a residência no município de Vera.
Em uma ação rápida, as equipes da PM cercaram o local e apreenderam um adolescente de 16 anos que há poucas horas havia roubado uma residência, no centro de Vera. Para fugir, o suspeito chegou a atirar contra as equipes da Força Tática, mas acabou sendo pego em flagrante pela PM. Uma arma de fogo artesanal utilizada para disparar tiros contra os policiais foi apreendida com o menor de idade.
A ocorrência registrada por volta das 7h, mobilizou os policiais para deter o suspeito que havia praticado um roubo a residência e rendido às vítimas; levando o carro S10 e outros pertences de valor da família.
A ação imediata se deu quando as equipes da PM se dividiram em busca do suspeito; policiais da Força Tática visualizaram o adolescente dentro da S10 na BR-163, o menor ao se deparar com a polícia fugiu; o que deu início a uma perseguição policial.
Já nas proximidades do aeroporto de Sorriso, o suspeito realizou disparos de arma de fogo contra as guarnições policiais, houve confronto, os policiais pediram apoio de mais equipes e o suspeito que desceu do carro para fugir a pé, foi cercado e capturado pela polícia quando tentava pular o muro de um comércio.
Com o menor de idade, a polícia apreendeu seis porções de cocaína, uma arma artesanal adaptada para calibre 22, uma arma airsoft, tipo fuzil, cinco celulares, joias, notebooks, e outros pertences levados das vítimas durante o roubo. O veículo S10 também foi devolvido pela PM às vítimas.
O suspeito foi conduzido por crimes de roubo, resistência, ameaça, posse de droga, porte ilegal de arma de fogo. A ocorrência foi entregue à Polícia Judiciária Civil.
A Operação da PM Ostensividade, Saturação e Prevenção acontece em todo o Estado e segue até o mês de outubro com o objetivo de combater a criminalidade.
Foto por: PMMT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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