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Força-tarefa resgata onça vítima de incêndios no Pantanal

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Mato Grosso

Da Redação.

Uma onça-pintada fêmea de aproximadamente 70 quilos foi resgatada com ferimentos causados pelos incêndios no Pantanal, em Mato Grosso. Após os primeiros socorros, o felino foi trazido para o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) na tarde da última segunda-feira (17).  

As equipes que atuam na região da estrada-parque Transpantaneira (MT-060), no município de Poconé, foram acionadas para realizar o resgate do animal que apresentava sinais de queimaduras nas quatro patas. Para fugir da fumaça e do fogo, o animal procurou abrigo na casa de um pantaneiro. Com o apoio de médicos veterinários, o felino foi sedado e recebeu os primeiros socorros. Além das queimaduras de terceiro grau, a onça-pintada havia inalado muita fumaça e apresentava grave desidratação com possíveis alterações renais.

O transporte de Poconé a Cuiabá, realizado com apoio da aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), foi acompanhado pelo Comitê o Fogo, Corpo de Bombeiros Militar e equipe de médicos veterinários da UFMT. Após o tratamento, a onça será devolvida ao seu habitat natural.

Resgate de onça-pintada vítima de incêndios Florestais no Pantanal
Créditos: Willian Gomes / Secomm UFMT

Força-Tarefa

O Comitê Estadual de Gestão do Fogo articulou força-tarefa para atendimento aos animais silvestres atingidos pelos incêndios no Pantanal. Até o momento, integram o grupo: Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros Militar, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental e IBAMA. Da Universidade Federal de Mato Grosso, participam médicos veterinários do Hospital e do Centro de Pesquisa de Medicina e Pesquisa em Animais Silvestres, além de profissionais do Instituto de Biologia. Também atuam em conjunto, a Procuradoria Geral do Estado, a Ordem dos Advogados do Brasil, Sesc Pantanal e médicos veterinários voluntários.

Operação Pantanal II

De acordo com dados do Centro Integrado Multiagências (Ciman-MT), cerca de 352 mil hectares da porção mato-grossense da maior planície alagável do planeta já foram atingidos pelo fogo. No dia 07 de agosto foi lançada a Operação Pantanal II com o objetivo de controlar os incêndios. Em campo, mais 134 pessoas estão atuando no combate ao fogo.  São 38 bombeiros militares de Mato Grosso e 12 de Mato Grosso do Sul.  Do Governo Federal atuam oito militares da FAB e 23 da Marinha, além de 14 brigadistas do ICMBio. O Sesc Pantanal disponibilizou 39 funcionários, sendo quatro em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso.

Foto por: Willian Gomes / Secomm UFMT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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