Esporte

Fluminense 0 x 1 Corinthians: Timão bate o Flu no Maracanã e segue firme na liderança

Publicado em

Esporte

Time de Fábio Carille voltou a vencer após dois empates seguidos, e cariocas seguem sem engrenar em casa

Da Redação

 

Um gol de cabeça do zagueiro Balbuena, já no segundo tempo, interrompeu a sequência sem vitórias do Corinthians no Brasileirão diante do Fluminense, neste domingo (23). Com o resultado, o Timão segue com alguma vantagem na liderança, enquanto o Flu estaciona na tabela.

Querendo sair do limbo em que encontra-se na tabela do Brasileirão, o Fluminense recebeu o líder Corinthians no Maracanã paara tentar se reecontrar com a vitória na condição de mandante. Cheio de desfalques, o time de Abel Braga teve muitas dificuldades em criar boas chances efetivas de gol. Muito embora Richarlison tenha desperdiçado uma logo aos três minutos.

Também desfalcado de Pablo e Jádson, o Corinthians enfrentou dificuldades na articulação das jogadas, já que Rodriguinho e Giovanni Augusto pouco fizeram para a bola chegar em Jô. Romero tentava pelo lado esquerdo, mas o perigo só chegava na bola parada com as subidas de Balbuena e Pedro Henrique. Ou seja, 45 minutos de futebol burocrático no Maraca.

Se faltava inspiração dos times para armar boas jogadas que levantassem as torcidas e resultassem em gol, a velha estratégia da bola parada foi a saída usada para abrir o placar. Aos 5 do segundo tempo, Giovanni Augusto cobrou escanteio e Balbuena subiu no segundo andar para mandar uma testada certeira no canto do goleiro Júlio César.

O gol aumentou a moral corinthiana que dominou as ações da segunda etapa e fez os donos da casa correrem atrás do prejuízo. A vitória alvinegra pareceia consolidada. Mas os últimos 15 minutos foram de emoção. O Flu levantava todas as bolas na área e Cássio pegava tudo e garantiu os 3 pontos para líder isolado do Brasileirão que voltou a vencer após 2 empates seguidos.

Já o Fluminense segue sem vencer em casa e estaciona na tabela para desespero do técnico Abel Braga que não consegue contar com o time completo.

 

 

 

 

 

Fonte: Goal

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA