Mato Grosso
Estudantes visitam laboratório de monitoramento da qualidade ambiental da Sema
Mato Grosso
Os alunos do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMT conheceram a estrutura do local onde são analisados os índices de poluição do ar e rios mato-grossenses
Da Redação
Cerca de 20 alunos do 3º semestre do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) visitaram, na tarde de quinta-feira (20.07), o laboratório da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na oportunidade, eles conheceram os procedimentos utilizados no monitoramento da qualidade da água e do ar no estado e tiraram dúvidas sobre os parâmetros considerados para o resultado de uma análise.
Esta foi a primeira vez que o estudante Jonathan Lopes, de 19 anos, esteve no laboratório. Para ele, a aula de campo foi uma aventura em meio aos equipamentos de trabalho conhecidos apenas na teoria. Uma das máquinas que chamou sua atenção foi o cromatógrafo iônico, que avalia os íons da amostra de água coletada.
“Para nós, graduandos, é muito importante este tipo de atividade, porque ficamos sempre limitados à sala de aula, aprendendo, na maioria das vezes, só na teoria. Quando partimos para a prática, vivenciamos um mundo novo onde podemos visualizar aquilo que discutimos em aula”.
Já a sua colega de turma, Analice Navarro, de 20 anos, encontrou nessa visita uma oportunidade para direcionar a área de atuação após conclusão do curso. Ela está em dúvida entre atuar no setor laboratorial ou administrativo. “Saio daqui com a bagagem cheia de conhecimento e pronta para seguir minha caminhada para o futuro”.
A secretária-adjunta de Licenciamento Ambiental da Sema, Mauren Lazzaretti, avaliou positivamente a visita e parabenizou os alunos pelo interesse e empenho em serem engenheiros de qualidade. Ela acredita que é por meio da integração da sociedade com a Sema que os objetivos voltados para a conservação ambiental serão alcançados. “Estamos de portas abertas para contribuir com a formação adequada dos futuros profissionais”.

O laboratório é coordenado pelo o químico e mestre em Recursos Hídricos, Sergio Batista de Figueiredo. Durante a visita dos alunos, ele falou sobre uma das vantagens da rede de monitoramento da Sema que, ao contrário de outros estados, está bem distribuída entre as três regiões hidrográficas: Paraguai, Amazônica e Tocantins-Araguaia.
Sobre o laboratório
O laboratório da Sema recebeu, no ano passado, investimentos de R$ 600 mil da Agência Nacional da Água (ANA), a partir da aquisição de equipamentos, veículos, barcos e motores. A proposta é dar início este ano à operação da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade da Água, do programa Qualiágua. A iniciativa prevê mais R$ 1,6 milhão em recursos para o estado ampliar o número de estações de monitoramento de 82 para 150, nos próximos cinco anos.
Além disso, analisa entre 28 e 32 parâmetros, um índice relativamente alto que incluem características da qualidade da água, como pH, cor, condutividade, temperatura da água e do ar, alcalinidade, níveis de fósforo, nitrogênio, oxigênio, etc. Estados vizinhos adotam apenas entre 10 e 20 parâmetros.
O estudo de balneabilidade, realizado anualmente pelo laboratório, visa subsidiar a atuação das prefeituras e dos órgãos de fiscalização e prever consequências futuras que decorreriam de uma expansão das atividades na área e de desenvolver medidas adequadas de controle.
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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