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PSG pagará bônus milionário ao pai de Neymar, diz rádio espanhola

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Valor seria superior aos 40 milhões de euros que o empresário recebeu do Barcelona em 2013

Da Redação

 

Segundo a rádio Catalunya, da Espanha, o Paris Saint-Germain e o pai de Neymar têm um documento assinado no qual o clube francês se compromete a pagar um prêmio à família do jogador. O valor não foi revelado, mas seria “muito superior” aos 40 milhões de euros (R$ 148 milhões) que o pai do craque recebeu em 2013 do Barcelona quando o atacante estava no Santos.

Além desse bônus à família de Neymar, o PSG estaria disposto a pagar ao Barça o valor total da multa rescisória do contrato do jogador, estipulada em 222 milhões de euros (R$ 810 milhões). Na França, o atacante receberia 40 milhões de euros de salário (R$ 148 milhões) por temporada.

Se confirmada, a transferência de Neymar do Barcelona para o PSG seria o maior negócio da história do futebol.O clube francês tem como prioridade contratar um dos cinco melhores jogadores do mundo nesta janela de transferências para poder fazer frente a Bayern de Munique, Barcelona, Real Madrid e ganhar a Liga dos Campeões. Por isso, o esforço para ter Neymar em seu elenco.

Em junho, Neymar pai conseguiu um registro na CBF para ser um intermediário, ou seja, agente de jogadores. Seu principal cliente é seu filho, mas ele já auxilia o santista Lucas Lima. Sua maior preocupação na negociação com o PSG é a questão tributária, que causou imbróglio até no Brasil. As empresas de Neymar haviam sido condenadas pela Receita Federal a pagar R$ 188 milhões por supostas irregularidades, mas um recurso reduziu o valor para menos da metade.

O Barcelona está nos Estados Unidos e fará três amistosos no país. No sábado, enfrenta a Juventus em Nova York; no dia 26 encara o Manchester United em Washington; e no dia 29 joga contra o Real Madrid em Miami. O PSG também está nos Estados Unidos. Na quarta-feira, a equipe enfrentou a Roma em Detroit e venceu nos pênaltis após empate por 1 a 1.

 

Fonte: O Estado de S. Paulo
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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