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Seleção brasileira vence a Bélgica em Cuiabá e espera ginásio cheio nos próximos jogos

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Da Redação

 

A seleção brasileira feminina de vôlei venceu a Bélgica por 3 sets a 0, na etapa de Cuiabá do Grand Prix de Vôlei, que começou nesta quinta-feira (20.07), no Ginásio Aecim Tocantins. Com a vitória, a seleção avança para a fase final da competição.

Para a ponteira da seleção, Tandara Caixeta, nem mesmo o fuso horário – já que a seleção saiu de Sendai, no Japão, direto para Cuiabá – dificultou a atuação em quadra. “Acredito que mesmo diante das adversidades, fomos bem. Esses três pontos foram recompensa do nosso trabalho e a tendência para os próximos jogos é melhorar. E sabemos o quanto precisamos desses pontos e de um bom jogo, por isso, não importa se tá frio ou calor”.

Jogar em casa é outro fator motivador para a seleção, que está com novas atletas e por isso, está de cara nova. “O time está criando uma cara. É uma geração e experiente, as meninas novas jogaram a Superliga, mas não têm tanta experiência com torneiros internacionais, mas já jogam bastante e convivem com a pressão. O time está sabendo lidar com isso.

Para os próximos dias, a ponteira espera a participação efetiva da torcida mato-grossense. “É importante ter a nossa torcida, o calor humano. Sabemos que estamos com dificuldades, mas precisamos ser impulsionadas”.

Já a levantadora Roberta Ratzke conta que o Grand Prix é uma competição difícil por ser um torneio internacional, que roda o mundo. “Tem toda essa questão do fuso, da alimentação, que complica. Mas a gente precisa ter foco; sabíamos que a vitória era necessária, então não podíamos nos influenciar por esses fatores”.

Quando soube que vinha para Cuiabá, Roberta conta que o time já sabia que a torcia era receptiva e quente e é isso que elas esperam para os próximos dias. “A fase em Cuiabá é de suma importância, viemos sabendo que a torcida é receptiva e quente, esperávamos o ginásio cheio e contamos que nesta sexta-feira (21.07) e no domingo (23) encha mais ainda”, finalizou.

Veja abaixo os próximos jogos:

21/07 – 14h05 (horário local) – Brasil x Holanda

21/07 – 16h10 (horário local) – Estados Unidos x Bélgica

23/07 – 9h10 (horário local) – Brasil x Estados Unidos

23/07 – 11h15 (horário local) – Bélgica x Holanda

Importância

O secretário adjunto de Esporte e Lazer, Leonardo de Oliveira, participou da abertura da competição e destacou a importância de um evento esportivo deste porte para divulgar Mato Grosso.

“É muito importante para o Estado, tendo em vista que os olhos do mundo todo estão voltados para nós. Além disso, vai de encontro com a política do governo, do fomento do esporte e lazer. Portanto, apoiar esses eventos é muito importante para que isso aconteça”, destacou.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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