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Grande Cristo Rei continuará recebendo investimentos e obras

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REPRESENTANTES DE MORADORES DE BAIRROS DO GRANDE CRISTO REI AGRADECEM INVESTIMENTOS REALIZADOS E DEFINEM PAUTA DE PRIORIDADES PARA OS PRÓXIMOS ANOS

Da Redação

 

Reafirmando compromissos com a boa gestão dos recursos públicos de forma transparente e ações voltadas para atender as demandas de toda cidade e sua gente a prefeita Lucimar Sacre de Campos assegurou manter o nível de investimentos previstos no Plano Plurianual 2018/2021 no valor total de R$ 2,8 bilhões ou R$ 700 milhões em investimentos de recursos próprios, Estaduais e Municipais, para representantes de todos os bairros do Grande Cristo Rei.

Com mais de 100 mil habitantes, a região Leste de Várzea Grande, que engloba o Grande Cristo Rei, que margeia o Rio Cuiabá e faz divisa com a Capital de Mato Grosso e com a área do Aeroporto Marechal Rondon, continuará a receber investimentos prioritários, assim como toda a demais cidade.

“Temos investimentos importantes em toda a região leste ou no Grande Cristo Rei, como a construção da Unidade de Pronto Atendimento – UPA Cristo Rei que será a terceira unidade de saúde de Várzea Grande a funcionar 24 horas por dia, temos a construção de pelo menos três Centros Municipais de Educação Infantil – CMEIs, ou as antigas creches, temos três escolas que serão totalmente reconstruídas, além da pavimentação de novas ruas e avenidas, bem como a recuperação de pavimento asfáltico já existente mas deteriorado pelo tempo”, disse a prefeita para diversos presidentes de bairros que pertencem a União das Associações de Bairros do Cristo Rei (UNAMCREI) que foram agradecer pelos investimentos já realizados e por estar a prefeita e sua administração cumprindo com os compromissos assumidos.

Além de Lucimar Sacre de Campos, os presidentes de associações de moradores se reuniu com o vice-prefeito, José Hazama, que é o responsável pela Subprefeitura local e os secretários municipais, de Assuntos Estratégicos, Jayme Veríssimo de Campos; de Viação e Obras Públicas, Luiz Celso de Moraes; Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Breno Gomes, além dos vereadores João Madureira e Nilo Campos.

“Temos hoje muitas frentes de trabalho sendo executadas nos bairros do grande Cristo Rei, além de 70 mil pessoas sendo atendidas em todas as áreas públicas desde social até obras. É evidente que nem todas as demandas poderão ser atendidas, mas nossos esforços são todos no sentido de garantir melhor qualidade de vida para nossa gente e para Várzea Grande”, ponderou a prefeita Lucimar Sacre de Campos.

A Administração Regional hoje possui equipes permanentes de trabalho para todos bairros, mesmo aqueles mais distantes, que também estão sendo atendidos gradativamente e dentro do cronograma de trabalho. Hoje se pode afirmar que as ações sociais e de infraestrutura já chegam a quase totalidade dos bairros do grande Cristo Rei e de Várzea Grande, declara a prefeita Lucimar Sacre de Campos. 

O secretário de Assuntos Estratégicos Jayme Campos afirmou que Várzea Grande hoje é uma outra cidade com a administração de Lucimar Campos. “Todas as regiões possuem equipamentos públicos trabalhando ou em obras de asfaltamento ou em obras de infraestrutura em escolas e creches. As secretarias de Serviços Públicos e Obras trabalham integradas com o propósito de melhorar a mobilidade urbana da cidade quer seja em serviços de iluminação, limpeza urbana, revitalização na malha viária, sinalização urbanística. Estão sendo empregados cerca de R$ 100 milhões em obras de infraestrutura em toda cidade. Só na região do grande Cristo Rei são 20 frentes de trabalho fora o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que beneficiou seis bairros com esgotamento sanitário, fornecimento de água e asfalto novo”. 

A Chefe do Executivo destacou ainda que tem atuado com responsabilidade e de acordo com os recursos disponíveis. “Agimos de forma impessoal, não favorecemos uns e esquecemos outros, todos são prioridades e serão atendidos conforme cronograma e recursos disponíveis. Mas estamos dando passos conforme as disponibilidades financeiras. Todo investimento é feito com zelo ao erário público”, declarou Lucimar ressaltando que além de infraestrutura outras prioridades da gestão tem sido a saúde e a educação.

“Hoje também podemos afirmar que em nossas escolas não faltam materiais aos professores ou merenda escolar de qualidade e uniformes para nossas crianças, assim como primamos pelo atendimento nas unidades de saúde com remédios nas prateleiras e insumos de saúde necessários. Isso é respeito à população várzeagrandense”, exemplificou. 

Especificamente quanto a asfalto novo, operações tapa-buracos e serviços de revitalização de espaços de lazer, iluminação, limpeza de córregos e sinalização viária a prefeita detalhou que o plano sustentável para mobilidade urbana está dentro do projeto “Uma Várzea Grande Melhor para Viver” que já beneficiou 25 bairros da cidade com um investimento na ordem de R$ 8 milhões, recursos esses provenientes de parceria com o Governo do Estado e com contrapartida do município.

“Com esse projeto também já conseguimos especificamente junto aos bairros do Cristo Rei atender as situações mais críticas e revitalizar as principais ruas e avenidas com infraestrutura completa. Aproveito aqui para solicitar a compreensão e apoio por parte dos presidentes de bairros para que a administração possa levar para cada bairro o mutirão de limpeza da Secretaria de Serviços Públicos, bem como, de infraestrutura da Secretaria de Obras, conforme planejamento e recursos disponíveis. Temos que seguir o planejamento e atender a demanda da maioria, pois muitas vezes não temos como fazer tudo que nos é solicitado, mas não deixamos de buscar soluções”. 

Em sua maioria os presidentes de bairros da UNAMCREI agradeceram à prefeita Lucimar Campos e sua equipe de secretários pelo trabalho que está sendo desenvolvido, a exemplo do senhor Alcebíades Ferrarez, presidente do bairro Parque São João. “Eu e os moradores do Parque São João não temos do que reclamar. Recebemos este ano serviços em nosso bairro nunca antes realizados. O PAC de fato chegou no nosso bairro e transformou nossas vidas. Temos asfalto novo, esgoto e água tratada na torneira”. 

O presidente do bairro Parque do Lago, Sixto Rodrigues, disse que todos os moradores já estavam desacreditados se realmente o PAC chegaria ao bairro. “E chegou, desde a primeira reunião que a prefeita fez em agosto de 2015 e disse que o PAC iria trazer mais dignidade à nossa comunidade, aconteceu e vivemos uma nova realidade sem lama e poeira. O asfalto valorizou nossos imóveis e nos trouxe qualidade de vida e novas expectativas. Na área da saúde também fomos contemplados com a reforma da policlínica. Os problemas em geral são pontuais e acreditamos que com a abertura do diálogo que hoje estamos tendo com a gestão gradativamente vamos resolvendo junto com os líderes de bairros e o secretariado”. 

 

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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