Esporte

Favoritos e badalados, Flamengo e Palmeiras se enfrentam por afirmação

Publicado em

Esporte

Clubes com elencos caros e reforços de peso jogam no Rio pelo G-6 do Brasileiro, condição abaixo do esperado pelo poderio de ambos

Da Redação

 

A disputa acirrada pelo título brasileiro do ano passado, as contratações caras e os elencos badalados de Flamengo e Palmeiras indicavam meses atrás que os dois clubes voltariam a brigar pela conquista do torneio nacional. A situação, porém, é diferente. Nesta quarta-feira, às 21h45, na Ilha do Urubu, ambos se encontram com a ambição de melhorar a posição na competição, mesmo porque estão um nível abaixo das expectativas traçadas anteriormente na temporada.

Os poderosos clubes têm folhas salariais em torno de R$ 10 milhões mensais e se enfrentam pela primeira vez neste ano sem ainda ter “vingado”. O Flamengo trouxe nove reforços na temporada, ganhou o Estadual, mas foi eliminado na fase de grupos da Libertadores e agora tenta avançar no Brasileirão. 

O Palmeiras, que contratou 14 jogadores, vive fase semelhante à do adversário após ter fracassado no Campeonato Paulista. A diferença é que tem conseguido se manter na disputa da competição continental. 

“Será um jogo difícil, porque são duas equipes grandes. Em termos de elenco, são os dois melhores do Brasil”, afirmou o atacante palmeirense Róger Guedes. Apesar da qualidade dos times, os dois técnicos têm sofrido para achar a formação ideal. Tanto Zé Ricardo quanto Cuca fazem testes a cada jogo e encontram dificuldades em definir quem são os titulares, mesmo entre tantas boas opções.

“Muitas vezes o que a gente planeja não acontece em campo. Flamengo e Palmeiras acabaram falhando em alguns momentos, mas, da nossa parte, falo que temos de buscar a recuperação”, afirmou Zé Ricardo em entrevista coletiva.

O rendimento abaixo do esperado do Flamengo, por exemplo, fez o treinador carioca pensar em deixar o cargo semanas atrás. No caso do Palmeiras, a diretoria promoveu a troca em maio para trazer de volta Cuca no lugar de Eduardo Baptista. Ele tem o aval do presidente, Maurício Galiotte. O diretor de futebol Alexandre Mattos também protegeu o técnico.

Para se reforçar e começar a temporada com expectativas elevadas, Palmeiras e Flamengo foram buscar reforços na mesma fonte. O atual campeão da Libertadores, o Atlético Nacional, cedeu ao time paulista o atacante Borja, por R$ 33 milhões, e o meia Guerra, por R$ 11,5 milhões. Os colombianos também negociaram o meia Berrío com o Flamengo, por aproximadamente R$ 11,5 milhões.

A maior contratação rubro-negra veio depois de superar a concorrência com o Palmeiras. O clube repatriou dos Emirados Árabes Unidos o meia Éverton Ribeiro por R$ 22 milhões.

Antes de o acordo ser fechado com o rubro-negro, o time paulista chegou a sondar o atleta. Por outro lado, em janeiro, o Palmeiras trouxe o volante Felipe Melo, antigo sonho dos cariocas. O jogador será desfalque nesta quarta. Ele permanece em São Paulo para recuperar a parte física, assim como Guerra, Edu Dracena e o novato Deyverson.

EXPECTATIVA

O último contratado do Flamengo, o goleiro Diego Alves, ainda não poderá estrear. A documentação do ex-jogador do Valencia ainda não está pronta. A tendência é Thiago continuar como titular contra o Palmeiras e o reforço jogar apenas no fim do mês, contra o Corinthians, em São Paulo.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO X PALMEIRAS

FLAMENGO: Thiago; Rodinei, Réver, Rafael Vaz e Trauco; Márcio Araújo, Cuellar, Diego, Éverton Ribeiro e Éverton; Guerrero. Técnico: Zé Ricardo.

PALMEIRAS: Prass; Mayke, Mina, Luan e Juninho (Michel Bastos); Thiago Santos, Bruno Henrique e Zé Roberto; Dudu, Róger Guedes e Willian. Técnico: Cuca.

Juiz: Jailson Freitas (BA)

Na TV: Globo

Local: Ilha do Urubu, no Rio de Janeiro

Horário: 21h45

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA