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Diretor de Vigilância em Saúde explica porque barreiras sanitárias não utilizam testes rápidos

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Da Redação

A implantação de barreiras sanitárias nas rodovias que dão acesso à Cuiabá gerou uma série de dúvidas entre a população. E uma dela é sobre a aplicação de testes rápidos para Covid-19 nos viajantes. O diretor de Vigilância em Saúde de Cuiabá, Benedito Oscar Campos, explica que esse tipo de exame não é preconizado na barreira sanitária porque o teste rápido não tem eficácia em todos os casos.

“Não é preconizado o teste rápido na barreira e sim o que a gente está fazendo aqui: detectando possíveis suspeitos e verificando os sintomas que ele já estão sentindo e o tempo que eles estão com esses sintomas. Com essas informações, eles são encaminhados a unidade de saúde mais próxima, onde eles vão ter já a informação”, afirma.

Conforme o diretor da Vigilância em Saúde, no caso da pessoa estar sentindo sintomas de três a cinco dias, o teste indicado é o RT-PCR, que utiliza técnicas de biologia molecular para detectar o SARS-CoV-2 ainda em atuação no organismo. Este tipo de exame é considerado “padrão ouro” para diagnóstico por seu alto grau de precisão. Para o resultado ficar pronto, é preciso aguardar o exame laboratorial, logo, não teria eficácia na barreira sanitária.

O teste rápido, como é popularmente chamado o exame de sorologia, é indicado quando o paciente afirma estar há cerca de uma semana com os sintomas da Covid-19. Ele é capaz de detectar os níveis de anticorpos IgM e IgG ou IgA e IgG no sangue, ou seja, o resultado do teste serve para saber se a pessoa já teve contato com o vírus e se o sistema imunológico produziu anticorpos contra a doença.

Em todo caso, Benedito Oscar Campos afirma que a escolha pelo melhor método é atribuição dos médicos. “Essa questão seria já no encaminhamento posterior à barreira sanitária, em que as unidades podem detectar esse período através das informações iniciais e, aí sim, fazer o melhor teste, o mais indicado para o momento que a pessoa atravessa”, informa.

O diretor da Vigilância em Saúde reforça que o exame, seja qual for, “não tem uma efetividade boa se não for detectado no momento correto, ou seja, naquele momento em que o vírus está fazendo uma maior virulência no organismo da pessoa”. Dessa forma é preciso considerar a janela imunológica do paciente para evitar que ocorra o chamado falso negativo. “E aí, é pior porque a pessoa acha que não contraiu a doença, mas realmente está doente e fica circulando normalmente podendo agravar a sua situação de saúde”, alerta.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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