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Recursos ajudam a incrementar agricultura familiar em Mato Grosso

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Da Redação.

A produção agrícola ganhará novo incremento com a liberação de R$ 1,2 milhão pela Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste (Sudeco) para quatro municípios de Mato Grosso. Os recursos serão aplicados em General Carneiro, Rosário Oeste, Terra Nova do Norte e Campinápolis e incluem a aquisição de maquinários para melhoria de estradas vicinais utilizadas no escoamento da produção, pavimentação de ruas e escavação de tanques para a piscicultura.

“Viabilizados pelo senador Wellington Fagundes, eles serão investidos em quatro municípios”.

Viabilizados pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), os recursos ajudarão pelo menos 300 pequenas propriedades rurais, 150 grandes propriedades e 4 mil indígenas das etnias Bororo e Xavante que vivem em 50 aldeias na região de General Carneiro. “Eles serão aplicados na melhoria das estradas. A prioridade é melhorar o escoamento da produção agrícola”, diz o prefeito Luís Otávio Geller Saraiva.

No caso de Rosário Oeste, o projeto inclui a ampliação da produção de pescado em assentamentos rurais como Raizama, onde famílias de pequenos produtores já se dedicam à piscicultura. “Os recursos também vão ajudar a criar uma nova alternativa econômica, levando a piscicultura para regiões onde ela ainda não é praticada”, explica o prefeito João Balbino. Segundo ele, a escavadeira hidráulica a ser adquirida com os recursos da Sudeco será utilizada na abertura de novos tanques de piscicultura.

“Nossa base econômica é a pecuária de corte e leite e vamos ampliar a produção com esses recursos”, prevê o prefeito de Terra Nova, Valter Kuhn. A soja e o milho começam a ganhar os campos do município, que já dispõe de uma pá-carregadeira e agora com dois caminhões basculantes viabilizados pelo senador Wellington Fagundes. “Temos mais de 1 mil km de estradas e esses equipamentos ajudam na melhoria das condições de trafegabilidade e no escoamento da produção”, conta.

Em Campinápolis, os recursos serão usados na pavimentação de ruas e avenidas no entorno do córrego Voadeira, beneficiando diretamente a 1.500 pessoas. A obra também vai contribuir para o escoamento da produção, principalmente de leite, carne e hortifrutigranjeiros.

Foto: EMPAER-MT

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Dólar sobe 0,76% e fecha a R$ 5,39 em dia de cautela

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Em meio a preocupações com o cenário econômico nacional e internacional, o dólar fechou em alta de cerca de 1% nesta quinta-feira (29), aproximando-se de R$ 5,40. A bolsa caiu pouco mais de 1% e encerrou abaixo dos 170 mil pontos, na quarta queda consecutiva.

O mercado financeiro foi influenciado pelo avanço da moeda norte-americana frente a divisas de países emergentes, por dados econômicos dos Estados Unidos e pelas incertezas sobre a política fiscal e a composição da equipe econômica do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Principais números

  • Dólar comercial: R$ 5,387 (+0,76%);
  • Ibovespa: 169.186 pontos (-1,06%);
  • Máxima do dólar: R$ 5,43, por volta das 15h30;
  • Mínima do Ibovespa: 168.765 pontos, às 15h26.
  • Dólar no ano: queda acumulada de 1,85%

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão com valorização de 0,76%, cotado a R$ 5,387. Por volta das 15h30, a moeda chegou a R$ 5,43, alta de 1,56% em relação ao fechamento anterior.

No cenário internacional, a divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos contribuiu para o movimento cambial. O Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) estadunidense cresceu 3,4% no terceiro trimestre, acima da projeção de 3,2% de economistas consultados pela Reuters. Os gastos dos consumidores avançaram 0,5% em setembro.

O núcleo do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, subiu 0,3% no mês, em linha com as expectativas. O índice cheio avançou 0,5%.

Após a divulgação dos dados, o dólar ganhou força em relação a moedas de países emergentes, incluindo o peso mexicano, o peso chileno, o rand sul-africano e o real.

No Brasil, as atenções também se voltaram às expectativas para o próximo mandato presidencial. Investidores aguardavam informações sobre a composição da equipe econômica e as medidas que poderão ser adotadas para controlar as contas públicas.

A preocupação fiscal também ganhou relevância após dados do Banco Central indicarem que a dívida bruta do setor público chegou a 82,9% do PIB em setembro. A dívida líquida atingiu 70% do PIB, contra 69,3% no mês anterior.

No exterior, às 17h07, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, recuava 0,16%, aos 101,960 pontos.

Bolsa acumula perdas

O Ibovespa caiu 1,06%, aos 169.186,42 pontos, e completou a quarta sessão consecutiva de perdas. Durante o pregão, o principal índice da B3 oscilou entre 168.765,35 e 171.402,97 pontos.

Os investidores também acompanharam os dados de inflação dos Estados Unidos e as perspectivas para os juros norte-americanos. Em Nova York, o S&P 500 fechou em baixa de 0,3%, em uma sessão negativa para o setor de tecnologia, após os resultados da Alphabet ampliarem as preocupações com os custos crescentes de investimentos em inteligência artificial.

No Brasil, o mercado também repercutiu os dados fiscais divulgados pelo Banco Central, em meio às expectativas sobre as medidas econômicas do próximo governo.

 

* com informações da Reuters



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