Economia
Mais de 880 mil pessoas já receberam auxílio emergencial em Mato Grosso
Economia
Da Redação
Quase um milhão de pessoas já receberam o Auxilio Emergencial de R$ 600 do Governo Federal, em Mato Grosso. De acordo com os dados, em números exatos no Estado, 887.639 mil pessoas já recorreram ao benefício criado por conta da crise econômica provocada pelo coronavírus. O montante representa 24% dos 3 milhões de habitantes do território mato-grossense.
Em Cuiabá, já foram 155 mil beneficiados, o que representa 25% dos 612 mil moradores da capital. Em Várzea Grande, 74 mil pessoas já realizaram o saque do dinheiro. O montante representa 26% dos 284 mil moradores da 2ª maior cidade do Estado.
Já em outras cidades polos de Mato Grosso, os gráficos confirmam que mais de 5 mil pessoas já se beneficiaram. São os casos de Sinop, com 38 mil (26% da população), Sorriso, com 19 mil (21% da população), Lucas do Rio Verde, 15 mil (22% da população), Nova Mutum, com 9 mil (21% da população), Alta Floresta, com 12 mil (24% da população), Barra do Garças, com 20 mil (32% da população).
No Brasil, em 42 cidades o auxílio emergencial já foi pago a mais da metade da população. No ranking estadual, MT ocupa o 18º lugar do percentual da população que já recebeu a ajuda federal. Na liderança está o Piauí, com 35,5% de seus habitantes beneficiados.
A população para cada cidade é uma estimativa baseada no último Censo, realizado há dez anos. Sendo assim, há disparidades entre os dados e a realidade. Como o número calculado pelo IBGE é utilizado para o repasse de dinheiro federal para municípios, governos locais estão entrando na justiça para a projeção ser alterada. Há 19 situações dessa, sendo uma delas em Porto Velho, capital de Rondônia.
AUXILIO EMERGENCIAL
A ajuda financeira começou a ser paga no dia 7 de abril aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do Coronavírus – COVID 19.
O benefício no valor de R$ 600,00 será pago por três meses, para até duas pessoas da mesma família.
Para as famílias em que a mulher seja a única responsável pelas despesas da casa, o valor pago mensalmente será de R$1.200,00.
Foto: IBGE
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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