Economia
Produção de motocicletas no país tem queda de 85% em maio
Economia
Da Redação
A produção de motocicletas no país foi de 14.609 unidades no mês de maio, uma queda de 85,5% em comparação ao mesmo mês de 2019, quando foram produzidas 100.998 unidades. Os dados, divulgados hoje (10), são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) e levam em conta a produção no Polo Industrial de Manaus (PIM).
Apesar da queda, a produção no quinto mês de 2020 mostra recuperação do setor. No mês anterior, em que a produção ficou praticamente paralisada em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), a produção foi de 1.479 unidades, ou 90% inferior.
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano foram fabricadas 313.687 motocicletas, uma redução de 33,1% na comparação com o mesmo período de 2019, o equivalente a 468.984 unidades.
“As atividades começaram a ser retomadas na primeira quinzena de maio, com o retorno de aproximadamente metade das fábricas que estavam paradas. Na última semana do mês a volta das atividades fabris chegou a 80%. Os dados de maio refletem essa retomada gradual de atividades do setor e apontam para tendência de uma nova melhora no comparativo mensal de produção em junho”, disse o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.
Vendas
As vendas de motocicletas aos usuários finais foram de 29.192 unidades em maio, 70,2% menor em relação ao registrado no mesmo mês de 2019, e 3,3% acima das vendas de abril de 2020. “É importante destacar que devido à paralisação dos Detrans de diversas cidades, existe um volume de motocicletas vendidas que ainda não foi emplacado [registrado como venda]”, ressaltou o presidente da Abraciclo.
No acumulado do ano, as vendas somaram 304.286 unidades, uma retração de 32,4% na comparação com o mesmo período de 2019, de 450.011 unidades.
Exportações
Em maio, foram exportadas 236 motocicletas, uma retração de 44,6% na comparação com abril, e de 92,7% ante as 3.232 motocicletas embarcadas para o exterior no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, as exportações somaram 7.487 unidades, representando uma queda de 57,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, de 17.538 unidades.
Foto: Agência Brasil
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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