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Tá na Mesa estreia na TV Assembleia com sabores e histórias de Mato Grosso

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O que um prato pode revelar sobre a história de um povo? Na nova atração da TV Assembleia, a resposta passa por receitas, memórias familiares, migrações, tradições e diferentes culturas que ajudaram a formar a identidade de Mato Grosso. Com o slogan ‘Comida de verdade, histórias de verdade’, o Tá na Mesa estreia neste sábado (31), às 12h30, na TV Assembleia, canal 30.1. O primeiro episódio recebe a delegada Marcondes, coordenadora de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis da Polícia Civil de Mato Grosso (PJC), que vai preparar um conchiglioni recheado com camarão.

Apresentado por Fabiani Cristini Nanzzancoleskss, o programa terá 12 episódios de 30 minutos, com edições inéditas aos sábados e reprises ao longo da semana. A estrutura é dividida em três blocos: o primeiro apresenta o contexto histórico e cultural do prato; o segundo acompanha o preparo da receita pelo convidado; e o terceiro traz histórias de empreendedores gastronômicos de diferentes regiões de Mato Grosso.

A idealização do programa envolveu Noemia Almeida, gerente de marketing da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da ALMT, e o jornalista Márcio Moreira, da Secom, em conjunto com a comissão de audiovisual. Integrante da comissão, Jorge Luiz Gonçalves de Queiroz, que trabalha na TV Assembleia, também participou da construção da proposta.

Para Márcio Moreira, a culinária é uma forma de aproximar o público da cultura e das histórias de cada convidado. “O Tá na Mesa” é o primeiro programa de culinária feito por uma TV pública de Mato Grosso. É um espaço que vai além de mostrar uma simples receita, às vezes repassada de uma geração para a outra. É uma forma descontraída de revelar a identidade de cada convidado. Ou seja, a proposta é mostrar não apenas como um prato é preparado, mas também as histórias que existem por trás dele”, afirmou.

A escolha dos pratos partiu dos próprios convidados, com a intenção de valorizar receitas que façam parte de suas memórias e identidades. A seleção também busca representar a diversidade cultural do estado, marcada pela contribuição de povos indígenas, populações tradicionais, migrantes e seus descendentes.

Jorge destacou o desafio de reunir essa variedade em uma primeira temporada de apenas 12 episódios. “Atuando como membro da comissão de audiovisual e acompanhando o trabalho da produção do programa, nosso desafio foi construir uma primeira temporada que demonstrasse o quão variada e rica a culinária mato-grossense é. É uma temporada de apenas 12 episódios em que tivemos de fazer um grande crivo de propostas de temas e convidados até chegar no formato que irá estrear agora”, explicou ao acrescentar que os demais episódios percorrem diferentes referências gastronômicas, incluindo influências nordestinas, árabes, italianas e veganas, além de receitas ligadas às tradições regionais.

Entre os participantes está o secretário de Comunicação da ALMT, coronel Henrique Santos, que irá preparar um risoto de filé mignon com gorgonzola. A receita aborda a tradição e a influência italiana incorporadas ao paladar e às reuniões familiares mato-grossenses.

“O Tá na Mesa nasceu com a proposta de aproximar ainda mais a TV Assembleia do povo mato-grossense, mostrando que a televisão pública também é um espaço para valorizar a nossa cultura, nossas tradições e as histórias da nossa gente. Queremos que o cidadão se reconheça na nossa programação e veja a TV Assembleia como uma emissora próxima, que informa, valoriza a nossa identidade e dá voz à população mato-grossense. E aqui quero destacar a importância da Comissão de Audiovisual da ALMT, que tem o compromisso de pensar e desenvolver uma programação cada vez mais diversificada e atrativa aos mato-grossenses”, afirmou o secretário.

Após a exibição na TV Assembleia, os episódios também serão disponibilizados no canal da emissora no YouTube, @TVAssembleiaMT.

Fonte: ALMT – MT



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CPI da Saúde ouve Juliano Melo sobre pagamentos indenizatórios e contratos da SES

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu, na tarde desta quarta-feira (28), o atual secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo. Durante o depoimento, o gestor respondeu a questionamentos sobre pagamentos indenizatórios, contratos com empresas investigadas na Operação Espelho, repasses ao Hospital Central e possíveis conflitos de interesses. A comissão investiga suspeitas de irregularidades em contratações e despesas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) entre 2019 e 2025.

Juliano Melo, que atuou como secretário adjunto e também ocupou interinamente o comando da pasta durante parte do período investigado, compareceu à CPI na condição de testemunha. Um dos principais questionamentos envolveu os cerca de R$ 1,9 bilhão em pagamentos indenizatórios registrados entre 2020 e 2024, conforme levantamento apresentado durante a oitiva. Essas despesas são realizadas sem cobertura contratual regular e motivaram cobranças de órgãos de controle.

O secretário justificou que parte dos pagamentos ocorre para garantir a continuidade dos atendimentos, especialmente em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e serviços de assistência domiciliar (home care). Segundo ele, essas despesas já apresentaram redução superior a 60% em 2026, resultado da mudança no modelo de gestão dos hospitais regionais e da regularização de contratos.

“Existe uma série de necessidades do paciente que são atendidas de forma indenizatória. Se não for assim, o paciente não é atendido”, afirmou. Juliano também informou que a SES negocia com o Ministério Público a prorrogação ou celebração de um novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para concluir medidas de reorganização administrativa.

Outro ponto discutido foram os repasses de aproximadamente R$ 140 milhões ao Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pela gestão do Hospital Central, antes do início dos atendimentos, em janeiro de 2026. Juliano explicou que cerca de R$ 95 milhões foram destinados à aquisição de equipamentos e R$ 44 milhões às despesas de preparação da unidade, incluindo contratação e treinamento de profissionais.

A CPI também questionou a permanência de empresas relacionadas à Operação Espelho, investigação sobre suspeitas de fraudes em contratos e serviços de saúde. O secretário argumentou que a participação dessas empresas em novas contratações não pode ser impedida automaticamente, sem sanções administrativas ou judiciais que estabeleçam essa restrição.

Durante o depoimento, o presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSD), apresentou ainda uma denúncia envolvendo a prestação de serviços privados pela esposa de Juliano Melo, engenheira de segurança do trabalho, a hospitais que recebem recursos públicos da SES, entre eles o Hospital de Nova Mutum. O parlamentar questionou a possibilidade de conflito de interesses ou favorecimento.

Juliano negou qualquer irregularidade e afirmou que a esposa atua de forma autônoma, sem contrato direto com a secretaria. “Zero possibilidade. Nenhum hospital sabe que ela é minha esposa. Nunca soube. Ela é autônoma, ultra especializada em um segmento muito específico”, declarou.

Relatório final – Ao avaliar a oitiva, Wilson Santos afirmou que parte das explicações foi satisfatória, mas que outras questões ainda precisam ser analisadas. “Várias respostas foram convincentes. Outras mantêm as dúvidas”, declarou. Ele ainda destacou que Juliano não foi o principal ordenador de despesas durante o período investigado.

Segundo o parlamentar, a comissão identificou situações em que contratações e pagamentos teriam prosseguido apesar de manifestações contrárias da Procuradoria-Geral do Estado (PGE/MT) e da Controladoria-Geral do Estado (CGE/MT). As informações reunidas poderão fundamentar propostas de indiciamento de agentes públicos e empresários, a depender das conclusões do relator, deputado Beto Dois a Um (Pode).

A CPI está na fase final dos trabalhos e ainda poderá ouvir a secretária adjunta Ivone Rosset, responsável pela área financeira da SES. “A Ivone é a secretária adjunta financeira, cabia a ela fazer os pagamentos, os empenhos, o planejamento financeiro”, afirmou Wilson Santos.

A expectativa, conforme o parlamentar, é apresentar o relatório final até 15 de dezembro, com a análise dos documentos e depoimentos pelo relator.

Fonte: ALMT – MT



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