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Faissal articula apoio para que PL comande primeira-secretaria da ALMT

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O deputado estadual Faissal Calil (PL) confirmou que pretende disputar a primeira-secretaria da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) no próximo biênio. Em entrevista à Rádio Cultura, nesta terça-feira (20), ele defendeu que o Partido Liberal tenha espaço de destaque na composição da Mesa Diretora, considerando o resultado eleitoral que garantiu à sigla quatro cadeiras e a segunda maior bancada do Parlamento estadual.

Faissal afirmou que iniciou conversas com representantes de diferentes partidos para organizar uma aliança em torno da escolha do próximo primeiro-secretário. As articulações envolvem PL, Republicanos, PSDB e União Brasil, legendas que, juntas, reúnem 12 deputados na próxima legislatura.

Além de Faissal, também são citados como possíveis candidatos ao cargo os deputados Diego Guimarães (Republicanos), Dilmar Dal Bosco (União Brasil) e Chico Guarnieri (PSDB). Segundo o parlamentar, a intenção é avançar nas negociações até chegar a uma indicação consensual.

“Meu nome está na disputa. O próximo passo é a gente reunir todas as pessoas e decidir quem vai ser indicado para o cargo. Pode ser o Faissal ou pode não ser. Não tem problema nenhum, mas o meu nome está à disposição. Estamos muito unidos. Essa é a grande verdade. Não queremos aqui afrontar o presidente Max, até porque ele vem fazendo um bom trabalho”, afirmou.

O deputado revelou ainda que procurou o colega de partido Gilberto Cattani (PL) logo após as eleições para comunicar seu interesse na primeira-secretaria. Ele também disse que conversou com os demais integrantes da bancada liberal e que, até o momento, é o único representante da sigla a manifestar interesse pelo posto.

Faissal ressaltou que pretende concentrar sua atuação nas atividades legislativas durante os próximos dois anos. Ao mesmo tempo, descartou uma disputa do grupo pela presidência da Assembleia contra Max Russi (Podemos), atual chefe do Legislativo, a quem atribuiu uma avaliação positiva da gestão.

A estratégia, segundo o parlamentar, é preservar a atual presidência e negociar mudanças nos demais cargos da Mesa Diretora, ampliando a participação das bancadas na condução administrativa da Assembleia.

As articulações seguem em andamento, e a definição do nome que disputará a primeira-secretaria dependerá das conversas entre os partidos e da construção de apoio entre os deputados estaduais.



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CCJR aprova projetos sobre cotas raciais e busca de crianças desaparecidas

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Dois projetos de Lei de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) foram aprovados durante sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizada nesta terça-feira (20). Com o aval da comissão, as propostas seguem para segunda votação em plenário.

A sessão foi presidida pelo deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), com a participação dos deputados Julio Campos (União Brasil) e Chico Guarnieri (PSDB). Com o parecer favorável da CCJR, os dois projetos seguem para a segunda votação em plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Uma das propostas, o Projeto de Lei nº 210/26, altera e amplia a Lei nº 10.816/19, que trata da reserva de vagas em concursos públicos e processos seletivos no âmbito do Estado. O objetivo é estender a política de cotas, contemplando pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas.

O texto estabelece a reserva mínima de 20% das vagas para pessoas pretas e pardas, 5% para indígenas e 5% para quilombolas. A proposta também prevê critérios para confirmação das informações declaradas pelos candidatos, comissões de avaliação e recurso, além de regras para garantir transparência e proporcionalidade na distribuição das vagas.

Para Botelho, a iniciativa busca ampliar as oportunidades de acesso ao serviço público e tornar a política de ações afirmativas mais inclusiva, considerando a diversidade étnica e cultural de Mato Grosso.

“Precisamos garantir que a diversidade do nosso estado também esteja representada no serviço público. Ampliar as oportunidades para pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas é uma forma de enfrentar desigualdades históricas e promover condições mais justas de acesso aos cargos públicos”, destaca o deputado.

O segundo projeto aprovado é o Projeto de Lei nº 12/23, que institui o Banco de Dados de Reconhecimento Facial e Digital de Crianças e Adolescentes Desaparecidos em Mato Grosso, vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

A proposta prevê a coleta de imagens para reconhecimento facial e digital durante a emissão da carteira de identidade ou de sua segunda via para pessoas menores de 18 anos. As informações deverão ter caráter sigiloso, com acesso restrito aos órgãos de segurança pública e utilização exclusiva para auxiliar na busca e localização de crianças e adolescentes desaparecidos.

Pelo projeto, após a comunicação formal do desaparecimento, as informações deverão ser encaminhadas ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) em até 24 horas. O texto também prevê a possibilidade de parcerias com outros entes federativos, universidades e instituições públicas ou privadas para o desenvolvimento e a aquisição de tecnologias, incluindo ferramentas de projeção de envelhecimento e integração com bases de dados existentes.

Segundo Botelho, a proposta busca fortalecer os instrumentos de investigação e ampliar os recursos tecnológicos disponíveis para a proteção da infância e da adolescência.

“Quando uma criança ou um adolescente desaparece, cada minuto é importante. Precisamos utilizar a tecnologia a favor da segurança e da proteção das nossas famílias, oferecendo ferramentas que possam contribuir para agilizar as buscas e aumentar as possibilidades de localização”, afirma o parlamentar.

Fonte: ALMT – MT



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