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Site da ALMT reúne informações que podem inspirar pautas para o II Prêmio de Jornalismo
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Quem pretende participar do II Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento pode utilizar os canais oficiais da ALMT como fontes de pesquisa e inspiração para a produção de reportagens. Além da TV e da Rádio Assembleia, o portal da instituição reúne projetos em tramitação, legislação, atas de sessões e audiências públicas, Ordem do Dia, Diário Oficial Eletrônico e Portal da Transparência.
Com o tema “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, a segunda edição busca estimular produções que mostrem como a atuação do Legislativo repercute na vida dos mato-grossenses. Os três melhores trabalhos de cada uma das cinco categorias receberão R$ 30 mil, R$ 20 mil e R$ 10 mil, respectivamente, além de troféus para os primeiros colocados e placas de homenagem para os demais premiados.
O secretário parlamentar da Mesa Diretora da ALMT, Eduardo Lustosa, destaca que os jornalistas podem utilizar o portal desde o início da apuração. Projetos de lei, propostas de emenda à Constituição, requerimentos, indicações e outras proposições podem reunir, além do texto, justificativas, pareceres, emendas e o histórico de tramitação.
“Quando um deputado protocola um projeto, ele já fez, na justificativa, um diagnóstico com dados, referência a casos concretos e, muitas vezes, com a origem da demanda”, explica. Para Lustosa, acompanhar uma proposição desde o protocolo permite identificar uma pauta antes de sua votação.
O menu Parlamento também reúne atas de sessões plenárias e de audiências públicas, informações sobre as proposições apresentadas e votadas em plenário, além da Ordem do Dia. Esses documentos permitem consultar registros de debates, declarações, dados e manifestações de diferentes segmentos da sociedade. “Quem lê uma ata de audiência sai com uma pauta e com pelo menos três entrevistados possíveis”, afirma o servidor.
A legislação estadual pode ser pesquisada por palavras ou expressões e por filtros como tipo de norma, ano, autor e assunto. O recurso permite localizar leis e ampliar a apuração sobre determinado tema, inclusive para verificar se uma norma está em vigor, se foi regulamentada e como vem sendo aplicada.
Outras fontes disponíveis são o Diário Oficial Eletrônico e o Portal da Transparência, com dados sobre atos administrativos, orçamento, contratos, folha de pagamento e outros dados de gestão. Quando uma informação não está publicada, o jornalista pode recorrer ao e-SIC e à Ouvidoria.
Para Lustosa, o acesso a documentos oficiais fortalece o jornalismo e contribui para o controle social. “O jornalista é o mediador entre a norma e a pessoa afetada por ela e cumpre uma função de controle social que nenhuma assessoria institucional pode substituir”, afirma.
Na primeira edição do prêmio, foram inscritos 293 trabalhos de 19 municípios mato-grossenses. Nesta segunda edição, a avaliação será feita por profissionais de comunicação com atuação em veículos e instituições de alcance nacional, entre eles representantes da TV Câmara, TV Senado, Rádio Câmara, União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) e Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
Para o secretário adjunto de Comunicação da ALMT, José Marques, o prêmio também representa um incentivo à produção jornalística de qualidade. “Queremos estimular os profissionais a olhar para o Parlamento para além da notícia do dia, buscar boas histórias e mostrar, com informação e apuração, como o trabalho legislativo interfere na vida da população. O reconhecimento é uma forma de valorizar quem transforma a atuação parlamentar em informação para a sociedade”, afirmou.
Com prêmios de R$ 30 mil, R$ 20 mil e R$ 10 mil em cada categoria, o II Prêmio ALMT de Jornalismo está aberto a profissionais e estudantes que tenham uma boa história para contar. As inscrições seguem até 9 de novembro.
Fonte: ALMT – MT
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Projeto Raízes da Paz encerra ciclo de nove meses com resultados positivos em escola de Várzea Grande
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), segue fortalecendo parcerias e incentivando projetos que ultrapassam os conteúdos tradicionais da sala de aula e contribuem diretamente para a formação social e emocional dos estudantes da rede municipal.
Um exemplo desse trabalho é o projeto Raízes da Paz, desenvolvido em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que encerrou, nesta sexta-feira (23), um ciclo de nove meses de atividades na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho. A solenidade de encerramento foi realizada no TJMT e reuniu estudantes, educadores e profissionais envolvidos na iniciativa.
A unidade foi escolhida para receber o projeto-piloto após um levantamento identificar a necessidade de desenvolver ações de acolhimento e prevenção de conflitos na comunidade escolar. A partir da parceria entre o TJMT e a SMECEL, foram realizadas atividades envolvendo estudantes, familiares e profissionais da Educação.
Durante os nove meses, o Raízes da Paz promoveu círculos de construção de paz, oficinas, palestras e momentos de escuta, diálogo e reflexão. As ações trabalharam sentimentos, relações familiares, convivência, respeito e a capacidade de crianças e adolescentes expressarem suas dificuldades e serem ouvidos.
Representando a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, Leyze Grecco agradeceu ao TJMT pela parceria e destacou que iniciativas como essa fortalecem o trabalho desenvolvido pela Prefeitura dentro das unidades escolares.
“Sabemos, de forma efetiva, que os círculos trazem resultados. Muitas crianças e jovens não possuem um lugar de fala dentro da família ou mesmo no meio social. Esse espaço de escuta pode gerar transformação, porque é ouvindo que conseguimos identificar os problemas e buscar caminhos para resolvê-los. Nem sempre é fácil falar, às vezes dói, mas nossos alunos abraçaram o projeto e participaram com afinco”, destacou Leyze, que também agradeceu aos estudantes, profissionais da Educação e demais envolvidos.
Para a diretora da EMEB Joaquim da Cruz Coelho, Rosalina Marques de Almeida, os resultados já podem ser percebidos no cotidiano escolar. Segundo ela, o projeto ajudou principalmente crianças que apresentavam dificuldades para falar sobre sentimentos e se posicionar diante de outras pessoas.
“O impacto foi muito positivo e essencial. Muitas crianças eram tímidas e não tinham desenvoltura para falar. O projeto contribuiu para que elas aprendessem a dialogar, se expressar e falar também sobre suas dificuldades. Esse desenvolvimento acaba refletindo inclusive nas atividades escolares”, afirmou.
Rosalina explicou que a parceria chegou à unidade por intermédio da Secretaria Municipal de Educação, após o TJMT apresentar a proposta e avaliar diferentes comunidades escolares.
Projeto-piloto pode abrir caminho para novas ações – O coordenador do projeto na Comarca de Várzea Grande, Aparecido Donizete da Silva, explicou que o Raízes da Paz nasceu da parceria entre o Tribunal de Justiça e a Secretaria Municipal de Educação. A EMEB Joaquim da Cruz Coelho foi escolhida para a experiência piloto e, segundo ele, a receptividade da equipe escolar foi fundamental para os resultados alcançados.
“A escola abraçou o projeto. Fizemos círculos, ouvimos famílias, realizamos palestras com a equipe escolar, pais e alunos e trabalhamos com as crianças e adolescentes. O resultado foi muito bom”, avaliou.
Aparecido ressaltou ainda que a proposta tem como uma de suas principais bases o protagonismo de crianças e adolescentes, oferecendo espaços onde possam falar sobre si, aprender a ouvir e desenvolver novas formas de enfrentar conflitos.
“A ideia principal é dar protagonismo ao jovem. Muitas vezes, a gente não precisa falar, precisa ouvir. Quando a criança entende que pode falar e que será ouvida, isso pode transformar a vida dela, da família e, consequentemente, da sociedade”, explicou.
A parceria também investiu na preparação dos profissionais da rede municipal. Conforme o coordenador, cerca de 100 profissionais da Educação de Várzea Grande já foram capacitados para atuar como facilitadores dos círculos, ampliando as possibilidades de continuidade da metodologia nas escolas.
Entre os estudantes que participaram das atividades está Ayra Kelly Feitosa da Costa, de 6 anos. Com a espontaneidade própria da infância, ela contou que participou dos círculos e das atividades sobre sentimentos e aprendeu, principalmente, a importância de ouvir.
“Eu participei do Círculo da Paz e dos desenhos sobre os sentimentos. A gente aprende coisas novas, aprende a escutar outras pessoas e a perceber o que está sentindo naquele momento”, contou.
Para Ayra, a paz está diretamente ligada ao cuidado com o próximo. “A paz simboliza o amor de uma pessoa pela outra. A gente pode ajudar outras pessoas, ouvir melhor, não provocar brigas e não xingar”, resumiu.
Matheus Guimarães / Secom-VG Matheus Guimarães / Secom-VG
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