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Mais um prefeito do PL abandona Wellington e declara apoio a Pivetta

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A candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso ganhou mais um obstáculo dentro da própria legenda. Mais um prefeito filiado ao PL decidiu contrariar a orientação partidária e declarou apoio à reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos).

O movimento aumenta a lista de prefeitos do PL que optaram por apoiar Pivetta e expõe o desconforto existente dentro da legenda em torno da candidatura de Wellington. A direção estadual do partido já havia determinado a abertura de procedimentos contra gestores considerados “infiéis”, que decidiram apoiar outro candidato ao Palácio Paiaguás.

Entre os casos que já provocaram reação da direção do PL estão os das prefeitas Flávia Moretti, de Várzea Grande, e dos prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste. Os três declararam apoio a Pivetta, contrariando a candidatura oficial do partido.

O presidente estadual do PL, Ananias Filho, afirmou que os filiados que desejassem apoiar outro candidato deveriam se afastar da legenda ou seguir os procedimentos internos antes de anunciar publicamente a decisão. Segundo ele, haverá uma “depuração” no partido.

A nova declaração de apoio a Pivetta ocorre em um momento particularmente delicado para Wellington. O senador tenta consolidar sua candidatura ao Governo justamente com o respaldo da estrutura do PL e do eleitorado bolsonarista, enquanto Pivetta busca ampliar alianças e atrair lideranças municipais.

O cenário evidencia uma divisão entre a orientação da direção estadual do PL e parte dos prefeitos da legenda, que possuem influência direta sobre suas bases eleitorais. Para Pivetta, cada adesão representa a ampliação de sua rede política no interior e pode ter peso importante na disputa.

A movimentação também coloca Wellington diante do desafio de evitar que novas lideranças do partido migrem publicamente para a campanha adversária. Com a eleição se aproximando, o apoio de prefeitos e grupos políticos regionais tende a ganhar ainda mais importância na corrida pelo Palácio Paiaguás.



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Natasha registra dois boletins de ocorrência contra Maurício após bate-boca em debate

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A disputa entre Natasha Slhessarenko (PSD) e Maurício Coelho (Mobiliza) ganhou um novo capítulo após o primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso. A campanha da candidata registrou, nesta terça-feira (1º), dois boletins de ocorrência relacionados ao episódio que terminou em bate-boca entre Maurício e o marido da médica, o médico Roberto Carlos Fraife Barreto.

Um dos boletins foi registrado em nome de Natasha e trata de uma suposta ameaça. Segundo a versão apresentada pela campanha, Maurício teria procurado o marqueteiro Lucas Pimenta antes do debate e dito: “Hoje vou trucidar sua candidata”. O caso foi encaminhado à Polícia Civil para apuração.

A acusação é a mesma apresentada anteriormente pela equipe de Natasha para explicar o confronto ocorrido nos bastidores. Segundo a candidata, Roberto teria tomado conhecimento da fala e, durante o intervalo, procurado Maurício apenas para pedir que ele não ameaçasse sua esposa.

“Na hora em que o meu marqueteiro chegou, ele falou para o marqueteiro, bateu no ombro e falou assim: ‘Opa, desculpa, eu vou trucidar a sua candidata’. Só que ele não me contou isso”, relatou Natasha após o debate.

A candidata afirmou ainda que considerou a expressão uma ameaça e disse que pretende levar o caso à Justiça. “Isso não se faz. E eu senti no debate ali ele querendo realmente me trucidar”, declarou.

O segundo boletim foi registrado pelo próprio Roberto Fraife Barreto, marido de Natasha, e envolve acusações de injúria e difamação contra Maurício. Entre as declarações citadas no registro estão as falas do candidato de que não teria medo de “bandido de tipo nenhum” e que não teria medo de “marido agressivo dos outros”.

A versão de Maurício, entretanto, é diferente. O candidato afirma que foi intimidado pelo marido de Natasha por causa das perguntas que fez à adversária durante o debate. Segundo ele, Roberto o teria cumprimentado, puxado e dito: “Esse negócio vai ficar feio”.

Maurício também afirmou que a abordagem teria sido motivada principalmente por questionamentos sobre os R$ 4,5 milhões recebidos pela campanha de Natasha do diretório nacional do PSD e sobre o custo das propostas apresentadas pela candidata. A equipe de Natasha nega que Roberto tenha ameaçado o adversário e sustenta que ele apenas reagiu à suposta ameaça feita contra a esposa.

O episódio acabou sendo registrado em vídeo e mostra uma discussão entre Maurício e Roberto nos bastidores. Nas imagens, Natasha e integrantes da equipe aparecem intervindo para separar os dois.

Com os dois boletins de ocorrência, a polêmica que começou durante o debate deixa os bastidores da campanha e passa oficialmente para a esfera policial e judicial. As duas partes apresentam versões opostas sobre quem iniciou a provocação e se houve ameaça, cabendo agora às autoridades apurar os fatos e avaliar as responsabilidades.



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