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Obras de reforma e ampliação do CMEI Eleuza Maria avançam no Parque do Lago

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As obras de reforma e ampliação do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Eleuza Maria de Souza Santos, localizado na região do Parque do Lago, seguem avançando. Atualmente, os trabalhos estão concentrados na execução do concreto para o contrapiso, etapa fundamental para garantir a qualidade, a segurança e a durabilidade da estrutura da unidade escolar.

Nesta segunda-feira (24), a assessora especial do setor de Obras da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), Alliest Rodrigues de Souza, visitou o local para acompanhar o andamento dos trabalhos.

“A execução do contrapiso representa uma fase importante do processo de construção, preparando os espaços que receberão os alunos e profissionais da educação. O serviço exige planejamento e cuidado para assegurar um acabamento adequado e uma estrutura resistente para receber o piso cerâmico”, explicou.

A assessora destacou que o setor de Obras realiza regularmente o acompanhamento dos serviços executados, além de registros fotográficos de cada etapa das atividades.

“Essa ação tem por objetivo dar celeridade aos projetos, além de garantir o cumprimento das especificações da obra e dos prazos estabelecidos”, afirmou.

A secretária municipal de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, lembrou que as obras fazem parte do pacote de investimentos do Município para reduzir a fila por vagas na educação infantil e modernizar a infraestrutura das unidades escolares.

“A obra realizada no centro infantil representa mais do que uma reforma estrutural, mas um avanço social para a comunidade local. A unidade, que atualmente atende 86 alunos divididos em quatro salas de aula, passará a atender 280 crianças em regime de tempo integral”, destacou a secretária.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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CMN flexibiliza uso de recursos para renegociar dívidas rurais

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Em vigor desde o fim de julho, a renegociação especial de dívidas dos produtores rurais será facilitada. Nesta segunda-feira (24), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que flexibiliza o uso de recursos obrigatórios pelos bancos e cooperativas de crédito para quitar ou reduzir débitos contratados originalmente com outras fontes de financiamento.

A medida está relacionada à renegociação de dívidas rurais autorizada pela Medida Provisória 1.376/2026 e busca resolver uma dificuldade que vinha limitando a atuação das instituições financeiras.

O que mudou

Os bancos são obrigados a destinar uma parcela dos recursos captados em depósitos à vista para determinadas finalidades. Atualmente, 31,5% dos depósitos à vista são destinados ao crédito rural.

Antes da decisão do CMN, esses recursos só poderiam ser usados para renegociar operações que tivessem sido contratadas originalmente com a mesma fonte de recursos. Na prática, isso restringia a quantidade de dívidas que cada instituição financeira conseguia renegociar.

Com a mudança, os recursos obrigatórios poderão ser utilizados para liquidar ou amortizar operações contratadas originalmente com outras fontes. A exceção são as operações vinculadas aos fundos constitucionais.

Dessa forma, um banco passa a ter mais liberdade para usar os recursos obrigatórios disponíveis para ajudar na renegociação de dívidas rurais, mesmo quando o financiamento original não veio daquela mesma fonte.

Limite de 40%

A flexibilização, porém, tem um limite. Os agentes financeiros poderão usar até 40% da exigibilidade do ano-safra em renegociações.

A exigibilidade é, de forma simplificada, a parcela dos recursos que as instituições financeiras são obrigadas a destinar a determinadas modalidades de crédito.

O teto de 40% foi estabelecido para evitar que os recursos destinados ao crédito rural sejam consumidos em grande parte pelo refinanciamento de dívidas. A intenção é preservar dinheiro também para novos empréstimos aos produtores.

Juros das operações

Poderão ser utilizados recursos direcionados não controlados ou recursos livres não controlados, respeitando as taxas de juros previstas para as renegociações.

Os juros ficarão entre 5% e 12% ao ano, conforme o nível de perdas comprovado pelo produtor rural.

A taxa, portanto, não será necessariamente a mesma para todos. A situação de cada produtor e a comprovação das perdas influenciarão as condições da renegociação.

Por que mudou

A alteração também busca resolver um problema operacional enfrentado pelos bancos e cooperativas.

A regra anterior determinava que as instituições considerassem os saldos das fontes de recursos apurados em 22 de julho. Segundo o Ministério da Fazenda, esse mecanismo dificultava a operacionalização e o controle das renegociações.

Com a nova regra, as instituições poderão utilizar até 40% das exigibilidades e subexigibilidades dos recursos obrigatórios previstos no Manual de Crédito Rural (MCR 6-2).

Segundo o Ministério da Fazenda, a mudança deve tornar mais simples o processamento das operações de renegociação.

Mais bancos

A medida também pode ampliar o número de instituições financeiras capazes de participar da renegociação das dívidas rurais.

Em 14 de agosto, o Ministério da Fazenda distribuiu R$ 25,8 bilhões em limites de equalização entre dez instituições financeiras.

A equalização é um mecanismo usado pelo governo para compensar instituições financeiras pela diferença entre o custo de captação dos recursos e os juros cobrados em determinadas operações.

Com a nova regra, bancos que não receberam limites de equalização naquela distribuição também poderão participar das renegociações usando os recursos obrigatórios.

Quem recebeu menos

A mudança também beneficia instituições que receberam um limite de equalização menor do que o necessário para atender à demanda de seus clientes.

Esses bancos poderão usar até 40% das exigibilidades dos recursos obrigatórios para complementar os valores destinados à renegociação.

Na prática, a medida amplia a capacidade das instituições financeiras de atender produtores que buscam reorganizar suas dívidas, sem retirar totalmente os recursos que precisam continuar disponíveis para novos financiamentos rurais.

Efeito esperado

O objetivo central da decisão do CMN é destravar as renegociações de dívidas rurais.

Ao permitir que mais fontes de recursos sejam utilizadas e ao ampliar a quantidade de instituições que podem participar das operações, o governo espera facilitar a repactuação dos débitos.

Ao mesmo tempo, o limite de 40% procura equilibrar os dois objetivos: ajudar produtores endividados a reorganizar suas dívidas e preservar recursos para que o sistema financeiro continue concedendo novos créditos rurais.

 



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