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Pivetta cobra providências de prefeita após vídeo de diretor do DAE recebendo dinheiro
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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou na terça-feira (11) que a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), deve avaliar a adoção de medidas após a divulgação de imagens em que o diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG), Rogerinho Dakar (PSDB), aparece recebendo maços de dinheiro.
Embora o Governo de Mato Grosso tenha firmado um acordo para auxiliar Várzea Grande na recuperação do sistema de abastecimento, Pivetta ressaltou que a administração do DAE e eventuais providências relacionadas à conduta de seus dirigentes são atribuições do município.
“A prefeita vai tomar as providências se ela julgar necessário. Pelas cenas que eu vi, obviamente, tem que tomar providência”, afirmou o governador durante coletiva.
Pivetta também explicou que a participação do Estado no enfrentamento da crise hídrica não ocorre por meio de repasses financeiros diretamente ao DAE. Segundo ele, a atuação estadual está concentrada na aquisição de equipamentos e materiais que serão utilizados para melhorar a estrutura de abastecimento.
“Nós não estamos colocando dinheiro no DAE, nós estamos colocando a Sinfra que está adquirindo os equipamentos e os materiais necessários. Essa é a nossa participação. A nossa participação é ajudar na gestão e colocar lá no pátio do DAE, ou no local necessário, os equipamentos e os materiais necessários para abastecer água no povo de Várzea Grande”.
O governador ainda reforçou que o acordo firmado entre Estado e município não representa uma intervenção na autarquia. Segundo Pivetta, o DAE continua subordinado à administração municipal, enquanto o Estado cumpre as responsabilidades estabelecidas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
“O DAE não está sob intervenção, o DAE continua sendo uma autarquia do município de Várzea Grande. O que nós estamos fazendo é uma aliança, foi feito um TAC, Termo de Ajustamento de Conduta, definindo papéis e o Estado tem esse papel, de fazer um investimento de até 60 milhões”, concluiu.
A manifestação ocorre em meio a uma situação financeira delicada enfrentada pelo DAE-VG. A própria administração admite um déficit orçamentário de R$ 28,7 milhões, enquanto as dívidas acumuladas com contas de energia e precatórios ultrapassam R$ 486 milhões.
Após a repercussão das imagens, Rogerinho Dakar afirmou que não houve irregularidade e sustentou que o dinheiro mostrado no vídeo seria proveniente de transações comerciais particulares realizadas em sua atividade empresarial. Ele também colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição dos órgãos de controle e pediu que a documentação do DAE seja fiscalizada.
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“Não tem moral para chamar ninguém de porcaria”, diz Júlio sobre declaração de Abilio
O deputado estadual Júlio Campos (União) criticou duramente o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), após declarações do prefeito sobre o apoio do MDB à candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. A fala ocorreu durante participação no podcast Revirado MT.
Júlio afirmou que Abilio não teria legitimidade para fazer críticas a outros políticos e classificou o prefeito como “desleal” com o próprio partido. Segundo o deputado, Abilio teria sido eleito com recursos do PL, mas agora não estaria apoiando o candidato escolhido pela legenda para a disputa pelo Governo do Estado.
“Acho que o Abilio não tem condição moral para criticar ninguém, chamar ninguém de porcaria porque talvez ele seja o maior porcaria que tem na política mato-grossense. Acompanhei essa entrevista, por sinal ridícula, do prefeito Abilio e ele não tem moral para criticar ninguém. Um prefeito desleal com seu partido. Ele recebeu dinheiro do PL para ser prefeito de Cuiabá, mas não apoia o PL que tem candidato próprio para o governo”, afirmou.
Na avaliação de Júlio, a falta de apoio de integrantes do PL à candidatura de Wellington representa uma espécie de enfraquecimento interno do projeto. O deputado citou prefeitos eleitos pelo partido que, segundo ele, estariam apoiando outras candidaturas.
“A gente lutou tanto para ter um candidato próprio do União Brasil e ele tem um candidato próprio, um candidato que está sozinho sem ninguém apoiá-lo. Está com 27% nas pesquisas, em primeiro lugar em todas as pesquisas. Sabotado pelo Abilio, pela prefeita de Várzea Grande, o prefeito de Rondonópolis, o prefeito de Primavera do Leste, enfim, a maioria dos prefeitos”, declarou.
Júlio também afirmou que apenas quatro dos 22 prefeitos eleitos pelo PL em Mato Grosso teriam participado da convenção da legenda. Para ele, o cenário demonstra resistência de parte dos gestores municipais ao projeto do partido para o Governo do Estado.
“Dos 22 prefeitos que o PL elegeu às custas do número 22 do Bolsonaro e do próprio Wellington Fagundes, apenas quatro compareceram à convenção para prestigiar o partido.”
Ao voltar a criticar Abilio, o deputado classificou o prefeito como “desagregador” e fez referência à atuação do gestor nas redes sociais.
“O prefeito Abilio é um desagregador, não é só em efeito partidário, mas também para chamar alguém de porcaria porque porcaria é ele próprio, um prefeito que só sabe ser, como diz Emanuel Pinheiro, Tiktoker. Vive o dia inteiro com celular na mão”, afirmou.
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